
Apolo (Boi) foi assassinado em maio de 2014.
Quatros pessoas foram denunciadas à justiça, principalmente com base no depoimento de Camila Pâmela Silva (ex-namorada de um deles), que confessou ser membro da quadrilha de tráfico de drogas, e afirmou, que os acusados estavam envolvidos no homicídio. Segundo ela, o crime teria custado R$ 5 mil reais e seria motivado por disputa pelo controle do tráfico de drogas no Vale do Sol.
Os quatros acusados apresentados à justiça por participação no assassinato de Apolo Ricardo Alves (Boi), morto em 04 de maio de 2014, foram absolvidos pela maioria do corpo de jurados, formado por 5 mulheres e dois homens. O julgamento aconteceu quinta-feira (19) no Fórum de Campo Belo (MG). O resultado saiu por volta da 2h30 da madrugada de sexta-feira (20). Após o anúncio da absolvição proferido pelo juiz Alexandre Almeida Rocha, os irmãos Weverton Ribeiro Neves e Jonathan Junio Neves (Nita, ex-namorado de Camila) de 25 anos; Geleado Aparecido Ferreira (Geléia) de 25 anos e Joyce Nayene Lara (Joycinha) de 20 se ajoelharam no plenário. Foi momento de muita comoção, principalmente para os familiares.
De acordo com a denúncia, Geleado e Joyce, mediante repartição funcional de tarefas e promessa de recompensa dos acusados Jonathan e Weverton, teriam matado Apolo Ricardo Alves, dificultando a sua defesa. Apurou-se, durante o inquérito e com o depoimento de testemunhas, que o crime foi motivado pela disputa pelo controle do tráfico de drogas no bairro Vale do Sol, em Campo Belo. Jonathan e Weverton teriam planejado a morte da vítima, seu concorrente. Com a denúncia de Camila muitas pessoas foram presas e ela está no programa de proteção à testemunhas.
O promotor de justiça, que é de Andradas (MG), ficou convencido de que os fatos narrados na denúncia eram procedentes. Segundo a denúncia,Jonathan e Weverton contrataram Geleado e Joyce para executar o homicídio da vítima e seriam recompensados com a quantia de R$5.000,00. Tudo foi reafirmado em juízo por Camila, que também confessou ser traficante de drogas. Conforme os depoimentos, no dia do homicídio, por volta das 19h55, Geleado e Joyce se dirigiram em uma motocicleta à biqueira da vítima, situada à rua Assembleia dos Anciões, e se aproximaram de Apolo com o pretexto de adquirir drogas. Um empregado da vítima levantou-se para buscar o entorpecente, e Geleado que estava na garupa da motocicleta surpreendeu Apolo com disparos de arma de fogo, e teria sido instigado por Joyce a desferir mais tiros, tudo para garantir a consumação do homicídio e o recebimento da quantia prometida.
Para a defesa, uma denúncia sem consistência. Baseada no depoimento de Camila, que recebeu a delação premiada para entregar a quadrilha. “Foi um júri complexo, mas mostramos aos jurados que as provas eram frágeis no que diz respeito a prática do homicídio”, argumentou dr. Jorge André Oliveira, advogado de Joyce.
Weverton Ribeiro Neves (à direita) e Geleado Ferreira. Abaixo Joyce (Joycinha)
Mesmo com o cansaço, a mãe de Jonathan e Weverton respirou aliviada. “Agora é vida nova. O pesadelo de mais de um ano acabou. Eles têm que agradecer e mudar de vida. Vou tentar leva-los pra igreja”, disse dona Cida.
Confiram!
