

Fotos: retiradas do facebook da deputada
Deputada Lavrense Dâmina Pereira quer ampliar o debate. Em Campo Belo (MG) somente neste ano de 2015 foram dezenas de óbitos de pessoas que lutavam contra a doença. Entre elas: dois jovens e uma criança. Recentemente foram Claudielly Moreira Salgado (17) e Nazareno Lamounier (filho da Zulmira vereadora); e em janeiro o pequeno Pedro Henrique de apenas 10 anos.
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados fará uma audiência pública com a intenção de conhecer e debater todos os detalhes relativos ao tratamento do câncer com a substância Fosfoetanolamina Sintética, que, supostamente, tratará o câncer.
A fosfoetanolamina foi sintetizada pela equipe de pesquisadores chefiada por Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, em São Carlos, há cerca de 20 anos, e ficou conhecida nas redes sociais como “pílula do câncer”, pela suposta capacidade de destruir tumores malignos.
O problema é que a substância não passou oficialmente pelas etapas de pesquisa exigidas pela legislação, que prevê uma série de estudos antes de um medicamento ser usado por seres humanos.
O composto químico ficou nacionalmente conhecido devido à divulgação da prisão de um representante comercial da cidade de Pomerode, em Santa Catarina, que estava produzindo, gratuitamente, o suposto medicamento contra o câncer.
Relembre o caso
Laboratório da USP (Reprodução EPTV)
Prisão de homem que ajudava pessoas com câncer em Pomerode repercute em São Paulo
Repercute em São Carlos (SP) o caso do cidadão de Pomerode (SC) Carlos Kennedy Witthoeft que foi preso em junho deste ano por fabricar e distribuir gratuitamente um “remédio” contra o câncer. É que a substância em questão, fosfoetanolamina sintética, foi desenvolvida no campus da Universidade de São Paulo (USP) da cidade do interior paulista e não tem autorização para ser comercializada.
O portal G1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, repercutiram o caso. Mostraram o exemplo de pessoas que conseguem na Justiça autorização para receber a substância.
Ao ver o caso da mãe, Carlos Kennedy começou a entregar gratuitamente a substância que retirava em São Carlos para pessoas com diferentes tipos de câncer. Por suas contas, ajudou de 90 a 100 pacientes. “O único efeito colateral era a injeção de ânimo. Como era de graça, tinha gente que não levava muito a sério, aí eu explicava: ‘Isso aqui é ciência’. Para quem tomava direito, funcionava”, afirmou ele, que desde a portaria parou de distribuir. “Sou a favor da liberação. O professor Gilberto merecia estar ganhando prêmios. Ele é um gênio”.
Na reportagem mais recente é citado o caso do corretor de imóveis de Blumenau Orlando Neves. Ele recebia a fosofetanolamina de Witthoeft e também conseguiu na Justiça a substância para continuar o tratamento. De acordo com o texto da EPTV, Neves tinha três tumores no fígado e agora só tem um.
Ângelo garante que o remédio foi benéfico ao pai, só que o descobriram tarde demais. “Meu pai também teve resultados positivos com o remédio do Carlos. Pena que a descoberta da doença em meu pai foi muito tarde.
Fonte: Jornal de lavras e EPTV.
