
O companheiro da vítima e o seu outro filho que encontraram o corpo; Ela estava no interior da residência e o acusado estava deitado ao lado.
Um rapaz de 22 anos é acusado de matar a própria em Campo Belo (MG). O crime teria acontecido na manhã desta sexta-feira (09/10/2105) na rua Adelina Cardoso de Sá, Cidade Jardim I (casas populares). Neste horário, segundo relatos, foram ouvidos gritos vindos da residência, principalmente da vítima, seguido de um silêncio profundo. Segundo vizinhos, após a gritaria, o filho teria trancado o portão da casa e entrado para o interior com uma aparência questionável. O corpo de Helena Luisa Pedro de 51 anos foi encontrado pelo atual marido, Antônio Martins e outro filho, Delbert Luiz Cândido por volta das 13 horas. Denilson Salomão Cândido (acusado) de 22 anos estava deitado e chorando ao lado do corpo da mãe (que estava na cama). Consta no BO que à um funcionário da UPA, em momento de lucidez, Denilson disse: – “Eu não matei, apenas enforquei”. Este foi o quarto homicídio em Campo Belo este ano.
Ele foi encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) pela PM com a suspeita de ter administrado medicamentos, encontrados ao lado da cama. O jovem permanece em observação no hospital e está bastante confuso. Denilson tem histórico de distúrbios psiquiátricos e é dependente químico. A mãe estava tentando com a justiça uma internação. Helena tinha muitos hematomas na cabeça.
Um pedreiro que trabalhava em frente à residência contou à polícia que presenciou quando Denilson chegou na casa. Segundo ele, o acusado desembarcou de um carro, onde havia três pessoas. “Ele entrou na casa e trancou o portão, daí teria iniciado as discussões, houve muita gritaria, em seguida, silêncio total. Avisei aos familiares”, relatou a testemunhas à Polícia Militar.
Denilson foi internado no sábado em uma clínicaem Alfenas para tratar a dependência. Ele teria dito que mataria os familiares quando saísse.
Denilson está em observação na UPA (reprodução facebook)
O companheiro relatou à reportagem do diariocampobelo.com que a levou às 06 horas da manhã desta sexta na policlínica da cidade, última vez que a viu com vida. Mais tarde, às 09h00 ligou para a esposa e quem atendeu foi Denilson. “Estava com um nó na garganta. Ele atendeu o telefone e disse que a mãe havia saído. Era mentira. Acredito que ela já estaria morta”, revelou o companheiro de Helena.
Na hora do almoço, Antônio não conseguiu almoçar e chamou Delbert (outro filho) para irem à residência ver o que estava acontecendo. Ele estava preocupado. Helena havia sonhado com sangue havia alguns dias. “O portão estava trancado e serramos o cadeado. Ao entrar aquela cena horrível”, citou Antônio, que é servidor público.
Helena tinha três filhos: Denilson. Delbert e uma jovem. De acordo com vizinhos, Denilson tem problemas psiquiátricos e é dependente químico. O irmão confirma que Denilson era problemático e ameaçava constantemente a mãe. Já teria tentado matar o pai a tiros. No sábado ele foi internado contra a própria vontade em uma clínica perto de Alfenas. Na tarde de ontem a clínica ligou dizendo que ele havia brigado e queria vir embora. Ela disse que não viesse, pois já havia pago muitas dívidas dele. Denilson não respeitou e apareceu hoje na residência da mãe.
Abalado, Delbert Luiz (que encontrou a mãe sem vida) agora quer justiça. “O meu irmão matou a minha mãe. Ela era uma excelente mãe. Companheira, amiga. E meu irmão acabou com a nossa vida. Ele tentou mata-la outras vezes. Já atirou no meu pai. Espero que ele não saia da cadeia e que a justiça seja feira”, citou Delbert.
Para ele, uma barbaridade sem tamanho. “Ela havia comprado uma barraca para ir trabalhar em Santana do Jacaré no feriado. Tudo para garantir o tratamento dele”, comentou.
De acordo com informações apuradas pelo site, Helena pediu ajuda à justiça. Na quinta-feira (08) ela compareceu ao fórum da Comarca pedindo ajuda. A defensoria pública estaria solicitando ao juiz a internação. Não deu tempo.
Helena era conhecida pela solidariedade, como conta sua vizinha. “Estamos chocados. Ele já a ameaçou outras vezes. Ligou ontem pedindo dinheiro. Ela disse que não tinha. Ele teria brigado na clínica e apareceu aqui hoje. Ontem mesmo ela pagou uma conta de drogas dele”, completou Lorrainy Stéfani Estevão.
