
“Heroína”: uma moradora percebeu o inicio do incêndio e avisou aos demais moradores para que esvaziassem o imóvel. “Se eu não estivesse acordada, todo mundo morreria queimado”, revelou a moradora.

Engenheiro da prefeitura (Carlos Torres) explicando aos moradores os procedimentos a partir de agora .
Seis apartamentos ficaram totalmente destruídos pelo incêndio ocorrido na madrugada desta terça-feira (01) na Rua José Miserani de Carvalho em Campo Belo (MG). O prédio possui uma academia que funciona no térreo, mas ela não foi atingida. Ao todo existem 12 apartamentos. Os imóveis abaixo da cobertura não foram tão atingidos. O fogo, segundo uma testemunha, começou no forro. Pelo menos seis famílias ficaram desalojadas após o incêndio. Segundo a Polícia Militar, uma moradora do prédio ouviu um barulho por volta das 2h00 e avisou os outros moradores, antes que o fogo se espalhasse. Todos conseguiram sair antes das chamas se alastrarem.
Teve moradores que perderam tudo, inclusive, documentos pessoais. O engenheiro da prefeitura solicitou aos moradores que esvaziassem o imóvel, que corre risco de desabar. O Corpo de Bombeiros de Oliveira atendeu a ocorrência, mas o caminhão Pipa do DEMAE (Departamento de Água e Esgoto) ajudou a controlar o incêndio antes da chegada da guarnição.
Muito susto, correria e desespero. Ainda abalada pelo acontecimento, Anália Resende Vieira presenciou o inicio do incêndio e alertou os demais moradores do prédio, que deixaram o imóvel. Com ajuda do irmão, a moradora conseguiu retirar alguns pertences.
Ela mora no último andar, que possui 6 apartamentos – que ficaram totalmente destruídos. “Às 2 horas da manhã eu estava acordada e escutei o barulho de uma telha desabando. Em seguida começou estalos e percebi a fumaça. Apertei interfones avisando o pessoal sobre o fogo”, recordou-se.
Ela pediu ajuda de parentes para retirar seus bens do apartamento. “Liguei para o Denilson. Joguei roupas pela escada, retirei meu computador e tirei alguns móveis”, relembrou.
De acordo com Anália, o pânico tomou conta dos moradores do prédio. “Se eu não tivesse acordada, neste momento estaríamos mortos”, contou.
Ela não soube informar se o imóvel tinha a licença do Corpo de Bombeiros para funcionar, mas disse que ao lado da porta de seu apartamento havia um extintor de incêndio. “Aqui já estava perigoso há tempos. Com a chuva da semana passada houve muita goteira”, explicou.
Para ela, agora é recomeçar. “Perdemos bens materiais,mas o nosso bem mais precioso não foi atingido, nossa vida”, disse aliviada Anália.
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