
O Projeto pode chegar a mais de R$ 1 milhão. O horário da Reunião foi alterado para às 16h00. A mudança é um pedido do Padre da Paróquia Senhor Bom Jesus, que já estava na Casa há tempos.
A polêmica sobre a compra de um terreno para a construção do prédio próprio da Câmara de Campo Belo (MG) ainda não teve fim. O Projeto de Lei de autoria Executiva (com anuência de maior parte do Corpo Legislativo) prevê a destinação de R$ 600 mil (economias do Legislativo originadas de impostos dos contribuintes), portanto – dinheiro público, está em pauta desde segunda-feira (22). Naquela sessão seis dos 15 vereadores discordavam com o texto que seria aprovado. Durante os debates mais dois parlamentares se juntaram ao grupo contrário à votação e o presidente retirou a matéria, agendando à quarta-feira (24) para nova apreciação. Luciano Alvarenga (contrário) pediu vista, mas nesta segunda às 16h00 tem Sessão Ordinária para vota-lo. Além dele, Carlos Aberto Chaves (Tchuca); Rosângela de Souza Oliveira; Maruzan Cardoso Vilela; Gilberto Rios (Fininho); José Martins de Morais eram contrários. Pedro Roberto Machado (Pedrinho da ambulância); Wilson Pimenta e Antônio Pimenta (Toninha contador), que eram favoráveis, agora concordam com os colegas pela desaprovação.
O Presidente Luiz Libério dos Santos, questionado por vereadores contrários ao texto, teria dito que tem imóvel em vista sim. A Câmara teria legalidade e pode comprar a “quatro pistas cassino” (uma casa noturna desativada) próxima ao Poliesportivo da cidade. O Projeto destina os R$ 600 mil já em caixa, mas caso seja aprovado abre margem para gastar acima deste valor. “Mais de um milhão de reais pode chegar. Queremos um imóvel simples mais confortável para o povo”, confirmou o presidente da Casa, diante de outros vereadores.
De acordo com informações apuradas pelo Diariocampobelo.com, se aprovado na sessão de segunda (29) pode-se adquiri-lo no dia seguinte. Para Luciano de Azara Alvarenga, seria um cheque em branco assinado pelo Plenário. “Depois não precisa consultar nem executivo, nem o corpo Legislativo para acrescentar no Projeto”, esclareceu Luciano.
Ele conversou com o prefeito Richard Miranda Resende sobre a Proposição em tramitação na Casa e teria tido como resposta. “Não estou colocando ninguém na rua, mas cabe a cada vereador decidir”, acrescentou Alvarenga sobre a conversa com o prefeito.
Ainda de acordo com ele, existem três orçamentos inclusos no Projeto na ordem de: 720; 730 e 750. Diante disso, o vereador questionou porque três orçamentos contam nos documentos, se já teriam em vista um imóvel, conforme citado pelo Presidente.
Carlos Alberto Chaves (Tchuca) também é contrário à Proposta em tramitação na Casa Legislativa de Campo Belo. “Momento financeiro impede; a arrecadação do município modesta e existem vários problemas sociais na cidade. Além disso, discordo da pressa para votar a matéria”, declarou.
Já um vereador favorável à Proposta teria dito em público que o povo não pode opinar. “Não sei porque a população está questionando o assunto. O dinheiro é da Câmara”, disse o vereador na manhã desta segunda na porta de uma padaria na Avenida Afonso Pena.
Aplicação de recursos
Este recurso, referentes aos duodécimos da Câmara Municipal (custeios da Casa), daria para construir 20 casas populares; pagar cirurgias eletivas (que estão suspensas no município); colocar em funcionamento a UTI Neo Natal. Não se pode destinar, mas indicar a utilização sim, tem legalidade.
No passado, Saulo Lasmar colocou em funcionamento o CTI; adquiriu um Distrito Industrial (verba em torno de 600 mil de devoluções ao executivo). Valdelino Ananias de Castro seguiu a mesma linha: adquiriu um micro-ônibus; veículos para a Secretaria de Saúde; comprou medicamentos e pagou cirurgias eletivas (as filas eram imensas na Santa Casa em 2009 e 2010). As devoluções chegaram a mais de R$ 1 milhão de reais.
Basta que os legisladores fiscalizem as devoluções. “Um acordo entre Executivo e Legislativo poderia firmar este compromisso e o dinheiro seria melhor empregado”, comentou Maria José, moradora da cidade.
“Discordo desta votação, pois o terreno pode ser doado pela prefeitura ou Estado e eles gastam apenas na construção”, opinou Tatiane Vilela.
Mesa diretora é favorável à votação, por acreditar que o Legislativo tem que ter sua sede própria.

1 Comment
Salime Lasmar Na minha modesta opinião, DE AMOR esta cidade, acho que deveria ter uma audiência pública para ouvir a opinião do povo sobre o assunto; Ouvi dizer que existe um empresário na cidade que assiste todas as reuniões da Câmara nos últimos tempos. Engraçado que nunca o vi antes (se é quem estão me dizendo) nas sessões plenárias. Este empresário teria interesse, pois o imóvel seria dele, você sabe me dizer quem é, e se teria ligação com este assunto, Kelly Cristina?Discordo desta venda e a população teria que opinar sim.