Reprodução Jornal de Lavras
A Polícia Federal concluiu, na sexta-feira, dia 12, o inquérito policial referente à Operação “De Volta Para Canaã”, deflagrada no dia 17 de agosto do ano passado contra a seita religiosa “Jesus Verdade que Marca”, que há pouco mais de 8 anos tornou-se conhecida pela série de denúncias de trabalho escravo, chamando a atenção da Polícia Federal e Ministério Público do Trabalho. A seita acabou virando um negócio que expandiu no Sul de Minas, interferindo na política de algumas cidades, como ocorreu em São Vicente de Minas, onde segundo denúncia do jornal Folha de São Paulo, em setembro de 2010, eles queriam eleger o prefeito de São Vicente de Minas, onde está a sede da associação.
Com a sede em São Vicente de Minas, a entidade mantinha atividades em Minduri, Madre de Deus e Andrelândia, mas os negócios se estendem também a Cruzília e Caxambu. A seita foi alvo de uma operação da Polícia Federal, Ministério Público e Ministério do Trabalho, sob a acusação de submeter seus membros ao trabalho escravo em fazendas da região.
As investigações indicaram que os líderes da seita eram suspeitos de fazerem uso dos seguidores para a prática de trabalho ilegal. A seita nasceu no interior de São Paulo, mas em 2005, mudou-se para Minas Gerais. Segundo a assessoria da Polícia Federal, algumas pessoas que faziam parte do grupo procuraram ajuda e relataram aos policiais que os integrantes eram cooptados pela seita e obrigados a vender todos os seus bens materiais e doar o dinheiro para os líderes do grupo.
A Polícia Federal investigou e descobriu que apenas os líderes da seita tinham privilégios, eles circulam em veículos luxuosos e submetiam os adeptos a exaustivas jornadas de trabalho. A única recompensa que os seguidores recebiam era a alimentação e palavras de conforto espiritual.
A operação da PF envolveu 190 agentes da Polícia Federal, 7 fiscais do Ministério do Trabalho e um membro do Ministério Público do Trabalho, eles cumpriram 129 mandados judiciais dos quais seis de prisão temporária, seis de busca e apreensão 47 de condução coercitiva e 70 de sequestro de bens, envolvendo imóveis, veículos e dinheiro, expedidos pela 4ª. Vara Federal em Belo Horizonte.
A Operação alcançou as cidades de Lavras, Pouso Alegre, Poços de Caldas, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas e Carrancas, em Minas Gerais, além de Remanso, Marporá, Barra, Ibotirama e Cotegipe, na Bahia. A operação alcançou também a cidade de São Paulo, foram três estados da federação.
O inquérito foi concluído com o indiciamento de 43 pessoas, entre os quais dirigentes da seita, administradores de negócios do grupo e pessoas que atuavam como laranjas, nos crimes que infringiram o Código Penal Brasileiro, como aliciamento de trabalhadores e redução à condição análoga a de escravo, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, na exata medida de suas participações nos delitos.
Todos os bens, bloqueados quando da deflagração da Operação, ainda continuam restringidos judicialmente, à exceção daqueles que não possuem relação com os fatos investigados. A pena prevista para os envolvidos é de dois a oito anos de prisão, além de multa.

2 Comments
assim como me perseguirao; perseguirao a vos disse jesus .assim como me odiarao,odiarao a vos,se o mundo vos aborrece sabeis que a mim aborreceu .este e o motivo de tantas denuncias, quem nao conhece este povo passa a acreditar em tantas denuncias.eles nao estao pressos pois tem liberdade para ir e vim eles optarao por este meio de vida que e viver em comum.
A Policia Federal deveria procurar esta seita na cidade de Poços de Caldas. Lá estão construídas alojamentos onde moram todos juntos, os postos de gasolinas são deles, restaurantes, bares, entre outros. Os funcionários são robôs, fingindo-se de gente. A PF deveria retomar o caso Operação De Volta para Canaã. Pois já destruíram uma linda família minha e agora em 2017 estão tentando entrar na cabeça do meu sobrinho de 12 anos para que ele abandone a mãe e vai morar com o paio em Poços. Minha irmã não aceitou a religião e perdeu o casamento. O marido optou por ficar com eles. Hoje, em fev’17 somente nesta cidade a seita tem 200 carros e estão cada vez mais expandido. Tudo é da igreja. Um absurdo. Deveriam voltar á este caso. Fui lá e conheci mulheres que trabalham no restaurante que deixaram filhos. Homens que até hoje a esposa está em SP e não sabem por ande andam. isto é muito sério .