

Ana começou aos 12 anos e logo se consagrou, conquistando uma vaga no Minas Tênis Clube. Aos 18 comemora o seu primeiro título, na carreira, o da Superliga C, na equipe do Minas Náutico, vencendo na final o Ama vôlei Maringá, no confronto disputado no Riacho, em Contagem.
Por: Athos Oliveira (Estudante de Jornalismo)
Ana Flávia Cambraia Santanna de Oliveira, tem 18 anos, e desde os 10 iniciou no vôlei e aos 12, a sua vida não era mais na cidade Montesa. Sim, o tempo passou rápido para a jogadora que atua na categoria de base como ponteira, e que na principal atua como oposta, na equipe Minas Tênis Clube, tradicional time do estado. A jovem de 18 anos, revelou na entrevista ao DCB que também já chegou até mesmo, a ser testada como Central, devido a sua altura.
Hoje ela tem 1,84m, e tem como referencia até mesmo na escolha da posição, a ponteira Gabi, com quem teve muito contato, em tempos de treinamento, no período em que esteve no time de Belo Horizonte.
Atualmente, Gabi está no Vakifbank, da Turquia. A partida que Ana assistiu, e que para ela foi inesquecível, foi a final da Superliga Feminina, em que Gabi, estava jogando e venceu o clássico mineiro contra o Praia, conquistando o campeonato que não acontecia a 17 anos.
Antes de chegar aos times de base do clube que atualmente é o campeão da Superliga Feminina, Ana Flávia começou a dar seus primeiros toques na bola, no Country Clube onde a sua avó, Rosângela Moreira, começou a incentiva-la a jogar vôlei.
Dois anos depois, uma treinadora e amiga de Rosangela que morava em Belo Horizonte, informou a técnica que o Minas precisava de jogadoras do ano de 2002/03.
Sendo assim, Ana começou a sua história em Belo Horizonte. Vivendo uma outra realidade, onde houve muita cobrança, e também um tempo de muita dedicação nos treinos. A jogadora do Minas teve que aprender a lidar com a rigidez que é imposta no grande clube de Belo Horizonte, durante todo o tempo de sua adolescência.
A mãe da atleta do Minas, Flávia Cambraia, fala orgulhosa que logo nos primeiros toques de bola da jovem jogadora , os treinadores Sérgio e Luciano Alberto já enxergaram na filha, o talento na modalidade.
Aos 13 anos, Ana já estava sendo convocada para a seleção mineira, mas uma lesão no tornozelo direito a tirou da equipe neste tempo.
Aos 17 anos, Ana teve sua primeira convocação para a Seleção Brasileira.
Recentemente, Ana já conquistou o seu primeiro título, na carreira, o da Superliga C, na equipe do Minas Náutico, vencendo na final o Ama vôlei Maringá, no confronto disputado no Riacho, em Contagem. Uma partida que segundo ela foi inesquecível, foi a semifinal do Torneio da Taça Paraná, em que seu time ganhou do Fluminense, até então a equipe a ser batida na competição, por 3×1.
Ana relatou no bate-papo que por muitas vezes, pensou em desistir, por causa, das rotinas exaustivas que precisava enfrentar para um melhor aproveitamento dentro de quadra. Ela diz que sempre foi muito focada, mas que por tamanho pensamento voltado para seu melhor aproveitamento na equipe, o cansaço físico e mental muitas vezes foi um problema quando estava na capital mineira.
Mas a família e outros treinadores e profissionais ligados as categorias de base do Minas, foram os incentivadores que fizeram com que Ana, continuasse no esporte. A estrutura do Minas, é voltada para colocar os atletas no topo das competições, seja no futsal, no vôlei, no basquete, no Tênis ou na Natação.
Além de Gabi, Ana viu de perto outros grandes profissionais do vôlei, jogadoras como a campeã olímpica Nathália, e também Carol Gattaz, que foi campeã da Superliga neste ano, além da americana Destinne Hooker. No Masculino, ela cita também o campeão olímpico e agora treinador Giovanni, que pode conhecer no tempo de testes na Seleção.
Sobre a Seleção Brasileira ela destaca algumas jogadoras que mereciam ser convocadas na Liga das Nações, como a levantadora Claudinha e também a líbero Suellen.
Ela também acredita que o Brasil, possa ir muito bem nas Olimpíadas em Tóquio, em meio a uma grande renovação de jogadoras, por causa da aposentadoria de atletas que conquistaram o ouro em Pequim 2008 e Londres 2012. Das jogadoras que ela comenta de uma grande evolução é Ana Cristina, que aparece como a grande revelação desta última Superliga, e foi convocada para a Liga das Nações.
No tempo de início da pandemia, a atleta fala que tudo aconteceu muito rápido. “Primeiro ficamos sabendo que no Rio de Janeiro, haveria paralisações. Quando passou uma semana, o nosso técnico já falava da situação que estava acontecendo no país, e no dia seguinte, ficamos sabendo que o campeonato iria paralisar” , conta a jogadora Campobelense.
Em Agosto, Ana estará indo para os Estados Unidos, onde jogará no estado do ArKansas, na Califórnia, por meio de uma empresa de intercâmbio esportivo, intitulada como Sport, que a levou para o Colégio Comunitário Sewad Country, onde a jogadora terá toda uma nova rotina de estudos e de treinos no voleibol.
Enquanto Ana estiver na vida entre estudos e competições, para conseguir se destacar na modalidade esportiva, haverá muita saudade de toda a família. Mas o que, não vai faltar é a torcida, para que a Campobelense que saiu tão cedo de casa, receba os frutos, por tamanha dedicação.


Informes Publicitários



Qualidade e bom preço!


1 Comment
Parabéns a toda família Moreira/Cambraia pela excelente atleta! O sangue guerreiro a levará longe! Boa sorte!