

▶️Em Minas, os mandados são cumpridos em Belo Horizonte, Nova Lima, Contagem, Campo Belo, Pouso Alegre e Itamarandiba. Também há ações em São Paulo, Osasco, São José dos Campos, Caraguatatuba, Praia Grande, Cachoeiro do Itapemirim (ES) e Açailândia (MA).
A Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal deflagraram, nesta quinta-feira (07/05), as operações Títulos Podres e Consulesa – Fase 2, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes tributárias milionárias por meio da utilização de créditos fiscais fraudulentos, conhecidos como “títulos podres”. Um dos mandados de prisão foi cumprido em Campo Belo (MG) durante a manhã.
Ao todo, estão sendo cumpridos 79 mandados judiciais em 17 cidades de cinco estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão. Segundo as investigações, os prejuízos aos cofres públicos podem chegar a cerca de R$ 770 milhões.
As apurações apontam que o esquema envolvia empresas, consultorias tributárias, escritórios de advocacia e até servidores públicos. O grupo oferecia supostas “soluções tributárias” para reduzir ou quitar débitos fiscais de forma irregular, utilizando créditos fraudulentos para compensação indevida de tributos federais.
De acordo com a PF, a organização criminosa possuía uma estrutura altamente profissionalizada, com divisão de tarefas, captação de clientes, uso de procurações eletrônicas e mecanismos sofisticados de ocultação de dinheiro, incluindo empresas de fachada, contas de terceiros e movimentações financeiras pulverizadas, caracterizando também lavagem de dinheiro.

Nesta fase, estão sendo cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão preventiva em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. As ações ocorrem nas cidades de Belo Horizonte, Formiga, Capim Branco, Contagem, Nova Lima, São Paulo, Rio de Janeiro e Maricá.
Segundo os investigadores, os desvios relacionados a esta operação podem chegar a R$ 670 milhões.
Já a Operação Títulos Podres cumpre 40 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão temporária em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão.
Em Minas, os mandados são cumpridos em Belo Horizonte, Nova Lima, Contagem, Campo Belo, Pouso Alegre e Itamarandiba. Também há ações em São Paulo, Osasco, São José dos Campos, Caraguatatuba, Praia Grande, Cachoeiro do Itapemirim (ES) e Açailândia (MA).
Entre os investigados estão ao menos dez advogados, além de lideranças e operadores financeiros do esquema. O prejuízo estimado nesta operação é de aproximadamente R$ 100 milhões.
A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de bens e valores no montante aproximado de R$ 32 milhões, visando garantir o ressarcimento dos danos causados ao erário.
As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos e aprofundamento das diligências para identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão total das fraudes.
Publicado por Diário Campo Belo – 7/5/2026
✅ Fonte e fotos: Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais











