

A Polícia Civil de Minas Gerais, em operação conjunta com a Polícia Militar de Meio Ambiente, a Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) e a Agência Regional de Proteção Ambiental da Bacia do Rio Grande (ARPA), deu cumprimento, na manhã desta quarta-feira (12), a uma medida cautelar judicial que determinou a interdição temporária de uma empresa de tratamento e disposição de resíduos perigosos, situada na zona rural do município de Campo Belo.

A ação foi autorizada pela Justiça da Comarca local, no âmbito de investigação que apura possíveis crimes ambientais de grande impacto, além de eventuais infrações administrativas. A decisão judicial também autorizou a busca e apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e aparelhos celulares, além da quebra de sigilo de dados digitais, com o objetivo de subsidiar a apuração da responsabilidade técnico-operacional da empresa e de seus representantes.
Durante o cumprimento da ordem judicial, as equipes constataram, em vistoria técnica preliminar, indícios de diversas irregularidades ambientais, tais como: armazenamento inadequado de resíduos perigosos, disposição indevida de materiais em células não autorizadas, vazamento de efluentes e sinais de comprometimento do manejo de resíduos sólidos industriais.

Materiais foram apreendidos no local, inclusive documentos e dispositivos eletrônicos que serão periciados. A responsável técnica pela operação da unidade foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos.
A operação foi conduzida de forma integrada, com o acompanhamento da Polícia Militar de Meio Ambiente, de oficial de justiça, perito criminal e servidores especializados em fiscalização ambiental. As investigações continuam sob a condução da Delegacia de Polícia de Campo Belo.
A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a proteção do meio ambiente e a responsabilização de eventuais autores de crimes contra a saúde pública e os recursos naturais, zelando pela legalidade e pelo devido processo legal.
Outras informações poderão ser divulgadas em momento oportuno, conforme o avanço das investigações.
Fonte: PCMG

