

▶️ Família de Lilian Ribeiro disponibilizou laudo ao DCB; nos dois exames de imagem indicaram pneumonia desde a primeira consulta.
“Não queremos que a Lilian seja apenas um número”, desabafa os familiares de Lilian Alvarenga Ribeiro, 36 anos, que faleceu na UPA de Campo Belo (MG) na noite de quarta-feira, 21 de maio. A saga da vendedora começou na terça-feira (20/05) quando procurou atendimento pela primeira vez na Unidade, às 8h58. O estado de saúde, à princípio síndrome gripal, não teve evolução positiva e ela voltou na quarta-feira por duas vezes, – 8h19, e a última foi à noite, e fatal. A família registrou um Boletim de Ocorrência e o corpo de Lilian foi encaminhado ao IML para a realização de necropsia. A família considera que faltou conhecimento para tratar o caso da jovem mãe.

Para a concunhada, Rosimeire Ribeiro, faltou internação considerando a gravidade do quadro que levou Lilian a óbito.

▶ Atendimento

“Decidimos falar para evitar que outras pessoas passem por este sofrimento, Lilian teve a vida ceifada por irresponsabilidade”, desabafa Rosimeire. Segundo ela, Lilian foi pra Upa na terça-feira (20/05) com falta de ar e muita dor no peito. Prestaram atendimento, exames, no hemograma constou infecção e no Raio-X já indicou início de pneumonia, mas Lilian foi medicada e liberada. “Ela não melhorou, e na quarta-feira mesmo retornou pra UPA com os sintomas anteriores e relato de febre, então trocaram as medicações”, relatou Rosemeire

A primeira radiografia já mostrava o inicio da pneumonia, de acordo com o exame que o DCB teve acesso, Lilian procurou por recurso médico três vezes, na última tentativa chegou cianótica na UPA. Mas antes deste atendimento, de acordo com Rosimeire, Lilian foi negligenciada pelo plantonista: “Não adianta você ficar aqui enchendo linguiça”, esse foi o tratamento dado a Lilian. Ele [médico] disse para esperar que os medicamentos fizessem efeito, ela ficou triste saiu chorando do consultório e encontrou no corredor o médico do primeiro atendimento. Ele solicitou outra bateria de exames, observou evolução negativa, trocou os remédios, reforçou o uso da bombinha, ela tomou a medicação na veia e a liberaram após orientarem o retorno na quinta para uma nova injeção.

O segundo exame, feito na manhã de quarta-feira, mostra a progressão da doença, infelizmente, durante a noite da quarta-feira, dia 21, Lilian piorou e foi levada para a UPA, cianótica (roxa), com muita falta de ar: “O pulmão estava totalmente alterado, infecção e não a internaram,” lembrou Rosemeire.
Durante a noite a paciente foi levada para a sala vermelha em estado grave. “O plantonista disse que daria uma medicação e se não houvesse reação do organismo, seria entubada. Foram duas paradas que conseguiram reverter, na terceira Lilian não voltou. Perdemos uma pessoa iluminada,” lamenta Rosemeire. O próprio médico que atendeu de noite sugeriu o exame de necropsia, segundo Rosimeire: “Não imaginávamos que uma pneumonia levaria a esta fatalidade,”,” ressaltou.





Publicado por Diário Campo Belo – 24/5/2025
