

Um mutirão de exames de vista que aconteceria no domingo, 13 de maio, em Campo Belo, foi suspenso após a constatação de diversas irregularidades. A ação foi resultado de uma fiscalização conjunta da Vigilância Sanitária, Procon, Fiscalização Municipal e Polícia Civil, que investigam a prática ilegal de venda casada e a utilização de local inapropriado para a realização dos atendimentos.
Durante a operação, os responsáveis pelo evento foram conduzidos à Delegacia Regional para prestar esclarecimentos. De acordo com o delegado regional, Dr. Alessandro Gambogi, o procedimento foi devidamente lavrado e segue em apuração.

Segundo as autoridades, não havia no local médicos oftalmologistas habilitados para realizar os exames. Apenas uma optometrista — profissional capacitada para medir o grau das lentes, mas que não substitui o diagnóstico médico — estava presente, o que configura exercício irregular da medicina. A legislação exige a participação de um médico oftalmologista para a realização desse tipo de atendimento.
A Vigilância Sanitária também identificou a divulgação do evento nas redes sociais, feita de forma inadequada e sem a devida autorização. A responsável pelo evento deverá ser autuada, pois tinha a obrigação de verificar a regularidade do serviço e dos profissionais envolvidos.

O coordenador da Vigilância Sanitária, Denilton Cordeiro dos Santos, destacou que a fiscalização tem sido intensificada para combater essas práticas ilegais, que vêm ocorrendo em diversos municípios. “Nosso objetivo é garantir a segurança da população e proteger os direitos do consumidor, evitando situações que possam colocar a saúde das pessoas em risco”, afirmou.
Os organizadores do evento informaram que irão se manifestar posteriormente sobre o ocorrido.

De acordo com informações de Denilton Cordeiro dos Santos, coordenador da Vigilância Sanitária, durante uma fiscalização, foi constatada a ausência de médicos e profissionais habilitados no local, o que representa uma grave infração às normas sanitárias e de proteção ao consumidor. Além disso, verificou-se a prática de venda casada, o que fere diretamente os direitos do consumidor.
Outro ponto relevante foi a comunicação tardia sobre a realização do evento, feita apenas na véspera, o que prejudicou a fiscalização preventiva. A ação foi realizada em flagrante, com a participação do Procon e da Vigilância Sanitária, assegurando a interrupção das atividades irregulares.
Segundo Denilton, a fiscalização visa garantir a segurança e os direitos dos consumidores, além de assegurar que os estabelecimentos estejam em conformidade com as exigências legais.
