

Dr. Matheus Nascimento, delegado de polícia, explica o caso de injúria racial registrada nas dependências de um clube social em Campo Belo (MG). Segundo ele, a ocorrência foi registrada na madrugada de sábado, dia 20 de janeiro. O crime de injúria, conforme o policial civil, se equiparou ao racismo e é inafiançável. O delegado de plantão ratificou o flagrante. Porém, na audiência de custódia foi concedida liberdade provisória ao suspeito.
A Polícia Civil disse que o homem teria dito a uma garçonete do local que ele não devia “ser servido por ela”, que era uma “negrinha” do “cabelo ruim”. Ele foi detido, teve a prisão decretada e levada ao presídio da cidade.
“Mesmo com o fim do evento e o encerramento da cozinha, o sujeito exigiu o atendimento. Diante da recusa das funcionárias, o homem proferiu ofensas racistas por diversas vezes contra uma das atendentes. Mesmo após ser expulso do local pelo segurança, o indivíduo tentou danificar objetos no hall de entrada no clube”, destacou o delegado Matheus Nascimento.
Nascimento disse, ainda, que no momento em que o suspeito tentava danificar os objetos, policiais civis que estavam no local tomaram conhecimento dos fatos e prenderam o suspeito em flagrante.
Posteriormente, foi concedida a liberdade provisória pelo Poder Judiciário na audiência de custódia. Com isso, ele responde pelo crime em liberdade.

