

Uma professora da rede municipal de ensino foi acusada de agredir uma criança de seis anos em Campo Belo (MG) na terça-feira (03/10). De acordo com a avó paterna da criança, Luciana Mara, foi a própria professora que relatou a mãe do menino a incidência, porém, em sua versão, contou que o menino a agrediu. Na mesma hora a mãe foi a escola e exigiu acesso as imagens das câmeras de segurança. Elas revelaram, segundo Luciana, que na verdade a professora teria sido a agressora. “Ela o puxou pelo braço e o colocou no corredor”, contou a avó com base nas cenas registradas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o caso já foi encaminhado ao jurídico e uma sindicância foi aberta.
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Segundo Luciana Mara, a nora e a tia do menino foram ao CEMEI cobrar explicações depois que a professora enviou um áudio falando ter sido agredida pela criança e que precisavam conversar fora do horário de expediente. “Elas viram nas imagens e as cenas registradas mostram uma situação diferente da versão apresentada pela professora. Até então, a professora disse a minha nora ter sido agredida pelo meu neto. Minha nora exigiu ver as imagens. A professora ficou nervosa e alegou que não havia técnico para fazer esse serviço naquele momento. A minha nora insistiu e a diretora chegou e foram ver as imagens. As câmeras mostraram uma realidade diferente. Meu neto foi agredido. Além disso, as outras crianças contaram a verdadeira história aos pais, que a agressão partiu da professora”, contou ao DCB a avó da criança.
De acordo com Luciana, as imagens são tristes. “Segundo elas, ela (professora) empurrou o menino que estava ao lado e foi na carteira do meu neto, o puxou para fora da sala e o colocou sentado no corredor e depois fechou a porta. Meu neto puxou a cadeirinha e se debruçou sobre o bracinho e ficou aguardando. Ele não bateu, ele se defendeu”, contou a avó.
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Na Secretaria de Educação, conforme a avó, a equipe se sensibilizou com ocaso. “Ficaram indignados com a cena vista, nunca viram algo parecido”.
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Logo após esse episódio, a criança ainda quis ficar na escola para fazer a refeição. “Minha filha o chamou pra ir embora e ele respondeu: – não tia! Eu não ‘murçei ainda’. Quero “murçar”, relatou Luciana ao DCB.
Luciana se sente aliviada com as medidas tomadas pela SME. “Estamos mais aliviadas. Fomos bem recebidas na Secretaria de Educação. Ele tem uma cabecinha boa, mas é importante darmos bastante atenção ao relato dos filhos”, alertou.
Outro lado
Conforme a Secretária de Educação, Rosana Junqueira, após o ocorrido a diretora do CEMEI registrou uma ata constando o relato e comunicou a Secretaria o fato. “De imediato a professora foi suspensa e haverá um processo administrativo,” declarou a Secretaria Municipal de Educação.
Rosana afirmou que nunca houve uma reclamação acerca da professora envolvida na situação. “Assustamos, nunca tivemos uma reclamação sequer com relação ao procedimento dela enquanto docente,” afirmou.
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Rosana também falou da reunião com a família da criança. “Hoje também os responsáveis vieram até a SME e informamos sobre a ata registrada na escola e todas as providências disciplinares.
