

O caso da égua atropelada na tarde deste sábado (15) na MGC-369, em Campo Belo (MG) comoveu os moradores e gerou muita polêmica. O animal ferido ficou agonizando na rodovia até o início da madrugada de segunda-feira (17), quando foi transportada para o hospital do Centro Universitário de Formiga (MG). Porém, devido as lesões, principalmente na coluna, foi submetida ao procedimento de eutanásia no mesmo dia. O relatório do chefe do corpo de bombeiros sugeriu a remessa do boletim de ocorrência ao Ministério Público. “Em que pese não existir crime de omissão de socorro a animais, sugiro a remessa deste boletim de ocorrência ao MP, pelos elementos suficientes de acontecimento de crime de maus-tratos, além do envio à Prefeitura e Câmara Municipal de Campo Belo, pela ausência de políticas públicas adequadas para casos como este”, consta no relatório do chefe da equipe dos militares que atendeu a ocorrência.
A produção do DCB procurou a Polícia Civil para saber mais detalhes do caso. Segundo a assessoria de comunicação, a ocorrência foi atendida e registrada no último sábado (15/7), pelo Corpo de Bombeiros Militar, sem o acionamento da PCMG, que está apurando os fatos.

O corpo de bombeiros de Formiga (MG) confirmou que foram acionados pelo 3° Sgt PM Resende, da Polícia Militar de Meio Ambiente, para apoio no salvamento de uma égua que havia sido atropelada que estava caída, às margens da BR 369, próxima à empresa ECOSUST, com lesões que impediam a movimentação das patas traseiras, no local, que já estava sinalizado com cones.

Ainda conforme o histórico do relator, após avaliação do cenário e considerações acerca da forma possivelmente menos dolorosa para remover a égua, a equipe utilizou 02 cintas para amarração, posicionadas nas axilas e virilhas da égua, sendo possível arrastar o animal por trás, sob placas de borracha, para cima da prancha de um caminhão guincho.
A estratégia foi positiva, o animal não esboçou reações de dor ou incômodo e após ser coberto e estabilizado sobre o caminhão, foi encaminhado para a Fazenda do UNIFOR-MG, em Formiga, onde ficou sob cuidados da equipe de profissionais local.

A corporação disse que o histórico da ocorrência apresenta a visão do relator ante a situação observada pelo mesmo, não necessariamente expressando qualquer posicionamento institucional sobre o caso em questão. “Em que pese tratar de observações e conclusões de ordem pessoal do relator no histórico, a Corporação observará a sugestão nele contida encaminhando o Boletim de Ocorrência aos órgãos indicados para investigação e avaliação do relato e sendo o caso a adoção das medidas cabíveis”.
Relembre o caso
A égua foi atropelada e não se sabe até o momento por qual veículo. Como o local era um risco e o animal estava no sol, moradores se juntaram a colocaram uma caminhonete levando-a para o acostamento na entrada da Ecosust, local com sombra. Eles se revezavam para prestar assistência ao equino, levando água e comida. Eles ainda cobriram o animal. Desde então iniciou-se uma busca por socorro. Apenas na madrugada de segunda que ela foi levada para hospital universitário de Formiga (MG).
No dia do fato, segundo Marcos (parente da Sandra Cardoso), que também ficou colaborou com a assistência, o veterinário da prefeitura foi ao local no período da manhã. “Ele veio, mas não o vi medica-la. A Djanira (protetora) que aplicou uma medicação. Imploramos por socorro o dia todo”, confirmou Marcos ao DCB.

A prefeitura de Campo Belo informou que, ainda no sábado, o veterinário do município esteve no local e avaliou o animal. Porém, por se tratar de uma rodovia estadual não seria de responsabilidade da prefeitura.

Durante o sábado e no domingo, moradores se revezavam para tentar amenizar o sofrimento do animal.
A produção do DCB tomou conhecimento do caso no fim da tarde de domingo (16/07) através de um vídeo feito por Avimar Pereira e também mensagem encaminhada no direct por uma influenciadora digital. Iniciou-se então uma corrida em busca de solução.
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Inicialmente, a produção entrou em contato com a Polícia Ambiental. O Sargento informou que havia acionado o Corpo de Bombeiros, a Prefeitura colaboraria com estrutura profissional para amparar a égua (atendimento veterinário) e um contato com uma universidade já havia sido realizado para prestar atendimento adequado ao animal. No entanto, a demanda seria atendida ás 6 horas de segunda-feira.

Os membros do grupo de aplicativo do DCB, comovidos com a situação de sofrimento do animal, decidiram procurar ajuda profissional. Dezenas de contatos com veterinários especialistas em animais de grande porte foram feitos. Por volta das 19h32, conseguiu-se contato com um veterinário de Cristais, Dr. Tomás Pires. Ele se disponibilizou a avaliar o animal.
Chegando no local o veterinário examinou, observou que ela estava com dor, muita dor. Diante de sua experiência, aplicou analgésico e anti-flamatório, na presença de todas as pessoas que estavam no local. ”Foi muito emocionante! Além de tirar a dor do animal, ela estava com sede e fome. Tomou água, se alimentou e depois ficou tranquila”, observou o morador Carlos, que colaborou com a vigília.
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