
As explosões de casos de covid-19, impulsionada pela variante Ômicron, e de gripe, deixam secretarias de saúde de municípios de Minas Gerais em alerta. Segundo o Conselho que representa as pastas, há dificuldade para diferenciar as duas doenças por falta de testes rápidos de antígeno. Em Campo Belo, embora a responsável pela coordenação da área tenha se precavido no fim do ano, os testes já têm sido destinados a classes prioritárias, temendo a falta geral do produto. A produção do DCB recebeu a informação desta medida e entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde. Percília Alvarenga, enfermeira e coordenadora da Vigilância Epidemiológica, alega que há falta dos insumos no mercado. “Dificuldade em adquirir testes até para laboratórios”, segundo a enfermeira.
Diante desta nova situação, a SMS adotou novas normas. “Por isso, adotamos as orientações do Estado: oferecer os testes a pessoas com comorbidades, crianças menores de 5 anos (que não estão imunizadas), gestante. População em vulnerabilidade social, profissionais de saúde e segurança, cuidador de casa de idoso”, explicou.
Segundo a coordenadora, as Secretarias de Saúde dos municípios vizinhos têm procurado Campo Belo para ter informações sobre os laboratórios onde os insumos foram adquiridos. “A falta é no mercado. Desde o início da pandemia, nosso município aplica o teste na população em geral (mesmo a norma do estado priorizando algumas faixas). Porém, com a explosão de casos no fim de 2021 e começo de 2022, nos fez adaptarmos a recomendação estadual. Tenho sido procurada por responsáveis das secretarias das cidades vizinhas, pois a demanda tem sido grande e eles não têm mais insumos. No fim do ano, prevendo este aumento, eu ampliei o estoque. Agora a falta é geral”, enfatizou Percilia.
Falta de teste no estado
Segundo reportagem divulgada pela Itatiaia, o problema é causado pela falta de insumos no mercado internacional para produção dos exames, explica o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais, Eduardo Luiz da Silva.
“Estamos trabalhando no sentido de propiciar aos municípios a possibilidade de aquisição desses insumos, mas sabemos que o mercado que regula esses insumos está em falta”, ressalta.
De acordo com ele, a Secretaria Estadual de Saúde de Minas recebeu cerca de 750 mil testes do Ministério da Saúde. Mas como não param de chegar pessoas com sintomas gripais nos centros de saúde e laboratórios das cidades mineiras, o Conselho tenta antecipar uma nova remessa. Outra preocupação do Conselho é que ocorra, nos próximos dias, aumento considerável de ocupação de leitos, principalmente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), devido às infecções por covid-19 e Influenza.
“O leito de UTI, neste momento, passa a ser uma preocupação para os municípios. Eles não faltam no estado, eles estão disponíveis, mas precisamos monitorar nas próximas duas semanas como se dará o comportamento desse paciente”, ressaltou.
“Sabemos que a variante Ômicron tem alta transmissibilidade, mas tem menor morbidade. Ou seja, ela leva menos casos graves à UTI. Precisamos monitorar a ocupação dos leitos para que, nas próximas duas semanas, tenhamos um cenário real da nova onda da covid-19 em Minas Gerais”, completa.
Fonte: DCB e Itatiaia
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