Uma equipe de mulheres que correm e que virou um coletivo de incentivadoras a praticarem o esporte para uma melhor qualidade de vida. O grupo “Elas que Voam” foi uma iniciativa de Lidiane Souza profissional de Educação Física que viu que precisava iniciar um projeto e assim aconteceu em 2018. Apesar de ainda saber dos desafios que é montar uma equipe de corrida. Lidiane decidiu três anos atrás a começar a prática com pessoas do sexo feminino.
“Eu começava a correr e sentia a falta de mulheres, a mistura de homens com mulheres não dava muito certo, e assim senti a necessidade de colocar um grupo de mulheres pra correr” destacou Lidiane. Na corrida da Sylvia Rezende, segundo a atleta, já tinha algumas mulheres, e por isso a ideia dela de formar o grupo ali mesmo, por ela ser da área da Ed Física, e ter interesse em desenvolver um trabalho social.
A corredora fala que foi aos poucos divulgando mais sobre a equipe de competição, e a partir disso foram entrando no grupo outras incentivadas por amigas que já compunham o coletivo. O grupo hoje conta com cerca de 80 a 90 mulheres, de 25 a 50 anos.
Uma das provas que a equipe participou foi a do Novembro Azul, em que houve a Conscientização do homem relacionado ao cãncer de próstata. A equipe vai participar agora da Meia-Maratona em Belo Horizonte e também da Corrida de São Silvestre em São Paulo, que acontece todo dia 31 de dezembro.
Sobre a pandemia, Lidiane relata as que deixaram para iniciar perto deste tempo pararam, e ficaram apenas as que já estavam correndo antes. Muitas segundo elas só voltaram neste ano, mas mesmo quando não estavam correndo ainda assim, compunham o grupo. ” Quanto mais eu conquisto uma menina pro grupo, mais eu me sinto motivada a correr” destaca a líder do grupo.
De acordo com Lidiane, há outros fatores de motivação também como um caso em que ela cita, de uma mulher que teve trombose, e também de um outro exemplo de também uma componente do grupo que teve câncer e que se recuperaram através da corrida.
Lidiane aproveitou para destacar também que está precisando de apoiadores deste grupo, e que inclusive já tentou montar uma associação, o que não aconteceu devido as reuniões que não puderam acontecer durante o tempo da pandemia. Ela disse que só agora em dezembro que ela vai poder reorganizar tudo isso, já que está retornando após uma período de gravidez.
Após ser perguntada sobre o preconceito da mulher no esporte, Lidiane fala que diminuiu mas que ainda existe, por causa do grupo ter aumentado, há um pouco mais de aceitação, mas o preconceito ainda é muito grande. Para todas as competições é necessário um empoderamento, como por exemplo na prova da Conscientização do Câncer de Próstata, em que a maioria foi mulheres.
Por último, ela cita que o atrativo pelo social é muito grande, e estará com o projeto em mãos para mostrar as próximas corridas que elas vão participar, mostrando a importância de fazer parte do coletivo.

Lidiane Souza – coordenadora do grupo “Elas que voam”

Grupo na corrida do Dia de Conscientização do Câncer de Próstata – Foto Athos Oliveira

Grupo na corrida do Dia de Conscientização do Câncer de Próstata – Foto Athos Oliveira

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