Ministério Público, Policia Ambiental e ARPA Rio Grande fazem visita técnica em empresa sediada em Campo Belo.

Após clamor público em forma de reclamações e denúncias sobre emissão de fumaça com forte odor por parte de uma empresa de Campo Belo (MG), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Policia Militar de Meio Ambiente (PM MAmb) e Agência Regional de Proteção Ambiental da Bacia do Rio Grande (ARPA Rio Grande) fizeram uma visita técnica in loco na tarde desta quarta-feira (10/11/2021) à indústria. A iniciativa terve o objetivo de elucidar os fatos e buscar uma solução de forma participativa. O promotor de Justiça, Dr. Cleber Augusto do Nascimento confirmou que a visita foi provocada pelas reclamações da população.S egundo a empresa, ocorreram problemas técinos em dois equipamentos e eles tiveram dificuldades em encontrar mão de obra especializada para sanar definitivamente o problema, por ser no fim de semana.

O representante do MP também acredita em um consenso e reconhece a importância da empresa para o desenvolvimento econômico social da cidade. “Fizemos uma reunião técnica e já deixei claro que o MP busca a solução do problema tendo em vista o desenvolvimento econômico da cidade. Somos sensíveis a causa social econômica e é importante que a empresa tenha esta consciência. Só é possível uma solução consensual desde que todos envolvidos na questão tenha esta predisposição e que todos não tenham agido de má fé”, pontuou dr. Cleber.

Segundo a empresa, ocorreram problemas em dois equipamentos. “O horário dificultou a busca pela mão de obra especializada (encontrar recurso). Não encontramos profissionais em Campo Belo e até mesmo fora domicílio foi difícil, mas ao final conseguimos. Sabemos que não foi em tempo hábil (para evitar o desconforto do mal cheiro), porém adotamos uma ação paliativa no próprio sábado (06/11) para que a fábrica rodasse em condições, evitando um problema ainda maior. O que foi possível fazer no sábado e domingo fizemos. Na segunda ao realizar a limpeza tivemos transtorno do odor (consequente da limpeza) ”, explicou o diretor.

Segundo ele, um dos equipamentos continua fora de operação. “A empresa continua dando um respaldo necessário aos parceiros (frigoríficos). Temos o compromisso de fazer a retirada dos subprodutos e assim realizamos. Como o maquinário não está totalmente ativo, descartamos adequadamente nos aterros sanitários (recolhendo e não processando). A empresa tem buscado fora domicilio recurso para retornar à produção e operar 100%”, garante um dos diretores da Nutribelo.

Denilson pediu, em nome da empresa, desculpas à população. “Mesmo fora do prazo pedimos desculpas aos moradores. A princípio, pensamos em solucionar o problema e voltar a fábrica em operação, algo que conseguimos paliativamente. Esperamos em um tempo oportuno voltar à normalidade e evitar o ocorrido, que causa transtorno a todos”, reconheceu.

ARPA

A equipe se deslocou até a sede da referida empresa e reuniu-se com os representantes administrativos e responsáveis técnicos visando entender o motivo da suposta discrepância na emissão de gases ocorrida na última segunda-feira, dia 08/11/2021.
Os representantes da empresa informaram que no final de semana houve uma falha mecânica num dos equipamentos, motivo que gerou a paralização parcial do processamento dos insumos e consequentemente o aumento no odor característico do tipo de empreendimento, graxaria, que faz transformação de subprodutos animais descartados por açougues e frigoríficos em sebo e farinha de carne e osso.
A equipe solicitou os documentos de licenciamento e cumprimento das condicionantes da empresa, bem com as melhorias que tem sido adotadas em decorrência das repetidas reclamações e questionamentos decorrentes da emissão de odores, fato que já foi alvo de fiscalizações anteriores. A atuação do MPMG frente a resolução deste conflito ambiental data-se de longo período, de forma que já foram adotadas providências diversas nas questões de proteção ambiental, persecução criminal e apuração administrativa, decorrentes dos fatos constatados.
A expectativa da equipe é que realmente os representantes da empresa façam jus a manifestação em favor do comprometimento em sanar os problemas com o maquinário danificado, e assim, mitigar os supostos danos de poluição atmosférica o mais breve possível, principalmente no que tange à emissão do forte odor, bem como que destinem corretamente os insumos recebidos que não foram processados em função dessa falha mecânica.
Por fim, frisa-se que as ações por parte do MPMG, PM MAmb com o incondicional apoio técnico da ARPA Rio Grande continuarão sendo efetivadas até que essa situação seja devidamente esclarecida e as desconformidades detectadas sejam totalmente solucionadas.
Novas informações decorrentes das tratativas das ações conjuntas destas instituições serão noticiadas oportunamente, visando o amplo conhecimento da população, pois entende-se que a forma participativa de todos atores envolvidos seja a garantia do sucesso na resolução de problemas socioambientais, além disso, sustenta a prestação de informações no carreamento do processo já instalado.

Fonte: ARPA

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