
Um projeto como meta, e a prática do skate. Ensinar a outros a prática do skate e coordenar uma ação voluntária está como principal meta de Rafael Augusto Soares do Nascimento, que hoje mora em Campo Belo, mas que por 26 anos morou em São Paulo. No dia 27 de Setembro, Rafael esteve na câmara municipal para levar o “Ação+Vida”, que visa a prática esportiva por meio da iniciação esportiva do skate, sendo a iniciativa para todas as idades e para ambos os sexos, com intuito de fortalecer a convivência, o respeito e a cooperação entre os praticantes da modalidade.
Rafael conta que seu primeiro contato com o skate foi no ano de 2000, e em 2003 ele já começou a competir em campeonatos. Em 2007 Rafael ganhou uma bolsa de estudante na faculdade de Sumaré, onde estava estudando administração e depois formou na faculdade Uninove. Precisando dar aulas voluntárias para conseguir a bolsa, Rafael teve a vontade de dar aulas de skate, e querer mostrar o esporte para outras pessoas. Entre os lugares onde Rafael já disputou campeonatos ele cita o bairro do Carandiru, o Sesc Belém e Alphaville. Ele fala sobre um dos problemas de querer ensinar esta prática. “Muitas das vezes o esporte acaba sendo limitado meio fechado e não chega em todas as regiões” explica o skatista.
Ele destaca o Brasil na modalidade, o que segundo o skatista, sempre tem nomes presentes dos principais competidores do mundo. Ele também deu ênfase ao esporte no município, e diz que falta o investimento no âmbito esportivo, voltado para o skate. Ele relata que o único lugar que tem uma pista de skate é no Centro de Esportes Unificados (CEU), mas que mesmo assim, o local ainda não é o ideal para a prática da modalidade.
Em 2017 Rafael tentou iniciar o projeto de skate na cidade, mas que alguns funcionários da prefeitura, com o argumento de que ele não tinha autorização para ensinar a outras pessoas. A vereadora Alessandra recebeu o projeto, no que Rafael explicou que queria fazer um trabalho totalmente voluntário, na busca por estimular o esporte na cidade. Atualmente, ele está aguardando autorização do prefeito, para a liberação de algum lugar na cidade, próprio para a prática deste esporte.
Rafael disse que vai tentar conseguir alguns patrocinadores para ajudar na compra dos equipamentos, pois além de um skate que atenda a demanda de uma boa prática, é necessário também o capacete e a joelheira. Ele também fala que precisa de ajuda de pessoas para estar acompanhando a prática dos pequenos, pois sozinho não pode olhar um número maior de pessoas. “ Os pais podem levar as crianças, mas querendo ou não, a responsabilidade é minha” detalha o skatista
Durante a entrevista o skatista afirmou sobre o crescimento não só do esporte no Brasil como em outros países, destacando os Estados Unidos como um dos esportes mais praticados, junto com o beisebol e também o Basquete. Uma de suas grandes referencias é o Ferrugem, que já foi 8 x medalhista de ouro no X-games, 2 x campeão mundial e 15x campeão mundial brasileiro no skate. Ele também referencia a modalidade no Brasil, inclusive para deficientes físicos, que realizam as suas manobras muitas das vezes com as mãos, mostrando que a prática pode sim ganhar espaço na cidade, e que ter tido uma competição de skate nas Olimpíadas, deu maior visibilidade na modalidade, principalmente por meio dos medalhistas olímpicos.

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