O dia do teatro. Conheça a história de Lucas Furtado, o jovem que dedica a sua vida aos palcos teatrais

Uma vida dedicada ao teatro. Seja por referencia do pai, de professores ou de grandes artistas reconhecidos nacionalmente, Lucas foi aos poucos reconhecendo que estar nos palcos era uma paixão, que ele aos poucos foi vivendo com mais intensidade. Para tudo, foi necessário vivenciar processos seja na cidade de Campo Belo, ou até mesmo nas capitais brasileiras.

Desde pequeno ele sempre foi apaixonado pelo teatro, começando dentro da Igreja, fazendo parte principalmente das encenações da paixão de Cristo em Campo Belo, que aconteceu sempre em frente a Nova Matriz. Foi aí que começou os passos na área artística, tendo 8 anos de dedicação nos teatros da Semana Santa em Campo Belo. Quando acabou o ensino médio, ele estava em dúvida do que de fato queria fazer, até o momento em que descobriu o curso de teatro na Puc Minas em Belo Horizonte.

O jovem acabou fazendo um teste de aptidão e passou, tendo que deixar Campo Belo rumo a capital mineira em 2015, para fazer o curso de 2 anos estudando a expressão corporal, historia do teatro, extensão vocal, criação de cena entre outras coisas. Em Belo Horizonte, Lucas teve aula com grandes nomes do teatro comoo ator e diretor Luís Arthur, a diretora Marina Viana e Cynthia Paulino que é da direção e dramaturgia da companhia de teatro adulto. “Agradeço por ter ido para lá pois foi onde consegui ter este aprofundamento, ter esse fomento do teatro”, relatou o jovem Campobelense.

Quando saiu da PUC, Lucas juntamente a mais quatro alunos e um diretor de Belo Horizonte criou uma produção teatral que chama Atormente Produções , e lá aprendeu a dirigir peça de teatro, pois no curso ele aprende somente a atuar. Junto com essa produção, Lucas aprendeu a co-dirigir e dirigir, fazendo-o em peças como “7 gatinhos” de Nelson Rodrigues e “Todas as mulheres amam o Billie Jones” . Além disso, Lucas fez a direção e atuação da peça  “Pervaz”, que foi um grande espetáculo em Belo Horizonte, além de interpretar o Sinhozinho Malta em Roque Santero, atuar no curta metragem “O Silêncio” , “The Boy. Um dia de Kaos”  e “Shadow entre Tinieblas” .

Curta-metragem “O Silêncio”

 

grupo do Atormente Produções

Shadow entre Tinieblas

Peça Roque Santero na PUC

Pervaz: Lucas esteve na atuação e direção

 

Só depois de todas estas experiências que Lucas resolveu voltar pra Campo Belo, para tentar trazer o teatro pra cidade, pois apesar de já ter em seu passado, um teatro municipal e ter grupos, não era nada que chamasse a atenção da população. Apesar da vontade de mostrar o teatro aqui na cidade, ele viu que precisava exercê-la  indo para a televisão, e foi na Globo que ele viveu sua nova experiência.

No Rio de Janeiro, Lucas ficou seis meses, trabalhando no co-elenco e elenco de apoio na novela “Velho Chico”, uma novela que teve sua exibição de março a setembro de 2016 e escrita por Benedito Ruy Barbosa. Depois Lucas fez figuração e elenco de apoio na novela Malhação e figuração na novela Rock Story. Depois na Record, foi figurinista também no seriado “Apocalipse”.

Na volta em Campo Belo, ainda na parte religiosa Lucas também participava de um grupo de teatro intitulado como “Pequenos Gestos”, no qual já interpretou Jesus.

Com toda esta carreira em pouco tempo,  a vontade de exercer uma direção de um teatro na cidade de Campo Belo ainda era maior.  Quando voltou para Campo Belo, Lucas conheceu dois entusiastas do teatro,  Régis, Fábio e Wagner.

Juntos fizeram o grupo de teatro  “Por que não”. Pouco tempo depois, o artista precisou sair por causa de um novo trabalho que foi convidado a exercer, pois precisava de dinheiro.

Depois de 6 meses, o ator voltou por meio de um convite, sendo ele instaurado pelo Prefeito Dr. Alisson, que convidou a ser dado na Casa da Cultura. O presidente até então, Thalles Rezende, convidou Lucas para ajudá-lo nas aulas da Casa da Cultura, oferecendo o teatro gratuitamente para toda a população. Além disso, uma das aulas seria para crianças, pois antes a maioria dos atuantes eram compostos por adolescentes e jovens.

Desta vez houve uma montagem do espetáculo, que foi “O auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, que aconteceu no Hall da Casa da Cultura, com uma estrutura que foi montada pelo hoje presidente André Costa, que também é cantor. O espetáculo contou com a presença de 200 pessoas.

Para Lucas, é necessário que o teatro comece nas escolas, pois muitos acham que não dá em nada, ou as pessoas mesmo não sabem se são boas para exercer o teatro. Ele destaca  que o teatro o ajudou muito no cargo que ele ocupa, e fazendo faculdade de Direito. “É primordial pra mim, é algo que me ajuda muito” destaca o artista Campobelense, que por enquanto não está atuando mais em peças devido as atividades que pararam devido a pandemia.

Lucas diz que prefere o teatro a outras formas como gravação de novela, pois tudo precisa acontecer da maneira como foi ensaiado ou mesmo se alguém errar precisa ter improvisações. “No teatro mesmo ensaiado a arte sai espontaneamente, onde separam os atores de Grandes atores”. Isso com certeza, nos mostra a realidade do que  dizia o poeta e dramaturgo Federico Garcia Lorca. “O teatro é a poesia que sai do livro e se faz humana”.

Apresentação no grupo “Pequenos Gestos”

Camarim teatro Marília

 

 

 

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