Alguns detalhes da grande entrevista com o Oscar Schmidt

Uma grande personalidade do esporte, que está feliz e realizado por tudo o que fez pelo Basquete Brasileiro e também pelas pessoas em sua palestras motivacionais. De tanto apresentar conquistas e por tudo que lutou, e pelas suas glórias, ele consegue ver que tudo valeu a pena.

Há praticamente um mês atrás resolvi que queria entrevistar este ícone do esporte, e já comecei a pensar nas formas de colocar todos os aspectos que envolve o grande atleta brasileiro, que encerrou a sua carreira no ano de 2003.

Oscar foi o atleta que jogou o Basquete por mais tempo, 26 anos. Além disso, ele foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela Federação Internacional de Basquete Americano (FIBA)  em 1991. Em agosto de 2010, ele esteve no Hall da Fama da FIBA, em reconhecimento ao que jogou em competições internacionais.

Entramos em assuntos do meio político, social, esportivo e também sobre as suas grandes lutas e conquistas. No início de toda a conversa, falamos sobre o seu papel como palestrante motivacional, em um tempo de pandemia, onde ele disse que precisava de algo a mais do que ser o jogador de basquete, no que veio todas as palestras.

Oscar realiza palestras na plataforma Zoom, onde ele explica que tem ido bem nesta área, e diz que a escolha tem que ser muito analisada. “Se você ver que vai “escorregar” em alguma coisa, não faça, foi isso que pensei, para ganhar um produto novo” argumentou o grande esportista brasileiro.

Para ele o que mais as pessoas mais aprendem sobre suas palestras é o  trabalhar em equipe, e a não desistir, independente do que se faça na vida.

Sobre o futuro do basquete Brasileiro, Oscar disse que espera primeiramente que tenha um técnico do nosso país comandando a seleção, e quando perguntei sobre os clubes que queria ter ficado mais tempo, ele disse Flamengo e Corinthians, no que ressaltou a importância dos clubes de futebol também terem um clube de Basquete.

Ainda sobre o Basquete ele contou que o seu filho Felipe, que jogou nos Estados Unidos, no time do Admiral Farragut   e que disputou um torneio em sua High School e levou a sua equipe a ganhar o primeiro campeonato estadual que conta segundo o grande atleta com 6 divisões, envolvendo nada mais nada menos do que 250 escolas. É isso mesmo. 6 divisões em um único estado. Para ele vai ser muito difícil acabar com a hegemonia norte- americana no Basquete. Hoje o filho do craque está em outra área, ele é diretor de filme.

Quando perguntado sobre a questão política no país, ele ressalta  que foi um livramento não ter ganho como senador na disputa que teve com Eduardo Suplicy. “Quem tem alguma coisa a perder, não se meta na política” disse o maior pontuador da história das Olimpíadas, com 1903 pontos. Ainda sobre a política atual,  ele destaca que achou que tudo se encaminharia bem com Sérgio Moro, prendendo todos que segundo ele precisavam estar na cadeia. Porém,  não adiantou nada ter prendido no passado, se hoje estão soltos, no que citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobre o momento de maior superação, ele destaca que sem dúvidas foi na final contra os Estados Unidos no Pan-americano de 1987, do que lembrou que naquele dia, mal tocaram o hino Brasileiro na final. Além disso, falou do tanto que os americanos provocavam todo time brasileiro a cada ponto que faziam na partida. Até aquele jogo os Estados Unidos não havia perdido por mais de 100 pontos, mas naquele dia o jogo ficou 120 a 116 pro Brasil, o maior título de Oscar na carreira.

Sobre um momento especial, ele fala da benção que recebeu do Papa Francisco, na Jornada Mundial da Juventude em 2013, no Rio de Janeiro. “Aquele Papa é incrível, ele nem parece Argentino” brincou Oscar, que falou que sentiu uma emoção muito grande ao encontrar aquele que é o maior representante da Igreja Católica no mundo.

Oscar também falou sobre o drama que enfrentou quando morava nos Estados Unidos e descobriu que tinha um tumor de 8 centímetros na cabeça. Ele relembrou o momento em que estava no hospital em que não sabia que estava na cidade de Orlando. A família já tinha comprado as passagens para retornar ao Brasil, o que não foi possível por conta deste problema. Precisou de ficar em observação e de uma ajuda de um médico particular.

Oscar traz mais detalhes sobre a sua vida, em um livro com o título “14 motivos para Viver, Vencer e ser Feliz”, escrito por um dos principais biógrafos do país, Elias Awad, que segundo ele é o mais completo livro sobre a sua vida, exatamente por ter sido o último feito.

Sobre as Olimpíadas ele ressaltou que não deveria ter acontecido, pois precisa que todo mundo esteja vacinado primeiramente e falou com orgulho sobre os nordestinos que foram bem na competição em Tóquio. A família de Oscar é natural de Natal, capital do Rio Grande do Norte.

E claro, tive a curiosidade de perguntar sobre o irmão Tadeu Schmidt, que assim como eu gosta muito de jornalismo esportivo.  Ele conta que foi uma combinação perfeita. “Ele fez entrevista comigo já apresentando o Fantástico, ele ficou maravilhado por estar me entrevistando, e sem dúvida foi uma combinação de duas grandes ideias, do Tadeu e minha”. conta Oscar.

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