
A família de uma idosa de 77 anos com sérios problemas de saúde, além de depressiva, questiona o atendimento de um enfermeiro durante o período em que a paciente precisou de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento de Campo Belo (MG). De acordo com Luciane Aparecida, moradora do São Benedito, a família foi impedida de ajudar a mãe na higiene pessoal e até uma medicação de uso contínuo não teria sido administrada. O caso foi levado ao conhecimento da Secretaria Municipal de Saúde através de uma denúncia protocolada na ouvidoria. A direção da UPA disse que aguarda o acionamento da SMS para estudar o relato e tomar providências.
Luciene, após procurar a Secretaria entrou em contato com a produção do DCB. Ela relatou que compareceu à UPA no dia 07 de maio com a mãe de 77 anos que foi atendida e internada. A idosa ficou na sala vermelha da Unidade por falta de vaga em leito na Santa Casa. A família teria sido orientada pelo plantonista a ajudar a idosa a fazer sua higiene pessoal (levando em consideração às limitações da paciente). A idosa fica nervosa sendo cuidada por pessoas que não são da família. Este procedimento pôde ser feito no primeiro plantão sem constrangimento. Entretanto, no dia seguinte, um enfermeiro teria proibido tal ação por parte da família.
A irmã de Luciane e o pai de 83 anos teriam sido “mal tratados por um enfermeiro”. “Minha irmã também foi perguntar sobre o quadro da minha mãe e o mesmo disse que não tinha satisfação para dar”, relatou.
Luciane ainda disse ter descoberto que a mãe não teria tomado café, fato que teria sido omitido pelo enfermeiro. “Ele disse que sim (teriam dado café a ela), porém era mentira. Minha mãe estava sem banho e sem café. Além disso, a medicação de uso contínuo também não havia sido administrada”, acrescentou Luciene
Luciene ainda frisou que os pacientes que testam positivos estão no mesmo ambiente que pessoas sem vírus. “É necessário tomar providências. O dr. Harley Lasmar permitiu que nós cuidássemos da higiene pessoal da minha mãe. Entrávamos na sala só nessa hora. Assim que a trocávamos, saíamos da sala vermelha. Minha mãe fica agitada com a presença de outras pessoas. Porém, no dia seguinte, mesmo com o consentimento do médico, o enfermeiro nos impediu. Não aceitamos calados. Estamos publicando esta situação para evitar casos posteriores. Sabemos que eles estão exaustos, mas tratar com indiferença e falta de educação os familiares não é aceitável”, justifica Luciene.



