
Um homem, de 45 anos, flagrado tentando estuprar uma criança de aproximadamente 02 anos em Campo Belo (MG) tem sérios problemas mentais e é dependente químico. A família luta para tentar interná-lo há tempos. Ele foi preso na terça-feira (11/05). De acordo com apurações, um casal passava pelo local e ouviu gritos vindos da casa onde a criança estava (era da mãe – que estava em outro cômodo) e prestou socorro a vítima. O homem foi retirado de dentro da residência e a polícia acionada.
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, após a realização das oitivas cabíveis, a Autoridade Policial ratificou a prisão em flagrante do homem. “Ele foi encaminhado ao Sistema Prisional. Assim que concluído, o inquérito policial será remetido à justiça”.
A madrasta do rapaz (acusado do fato) disse ao DCB que eles sofrem há aproximadamente 15 anos com os distúrbios mentais do mesmo. “Ele já foi preso. Nós vivemos pedindo socorro, mas as leis são frágeis. Isso foi uma tragédia anunciada. Ainda bem que esta alma abençoada conseguiu salvar esta criança. O meu enteado tem problemas psiquiátricos, é dependente químico e às vezes fica muito agressivo. Estamos em busca de uma internação há tempos”, detalhou a madrasta.
Muito emocionada, ela contou que pela manhã ele havia arrombado o cadeado da residência de uma pessoa da família. A moradora da casa (prima) então ligou pra casa do pai dele e avisou sobre o fato. Eles ligaram pra polícia que foi ao local (antes da ocorrência envolvendo a criança) e como ele estava aparentemente calmo, os militares o levaram ao CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) – onde ele é acompanhado, pois eles não tinham motivos para prendê-lo naquele momento. “Porém ele não entrou. Voltou para o seu bairro e o resto desta triste história todos tem conhecimento”, lamentou a moradora de Campo Belo.
Ela espera que agora consiga uma internação para que o enteado seja tratado corretamente. “Nós não aguentamos mais sofrer e ele também. Precisamos de uma internação. Eu fui à delegacia ontem, ele estava bastante agressivo ainda. Tomamos conhecimento das medidas tomadas e dos direitos resguardados pela constituição.
Agora vamos rezar para conseguir este tratamento (no caso é a internação). Reconhecemos que ele não pode viver em sociedade. Agora são duas famílias machucadas. Sei que a mãe desta criança deve estar apavorada! Nós também ficamos, mas pedimos socorro!”, finalizou.
