Danthon Moreira: Deixou o futebol para ajudar na renda familiar, e se apaixonou pela Música

Por: Irmãos Moreira (Colunista do DCB)

A história dele com a música é desde a infância, no Clube do Menor, em Campo Belo (MG). Ele não tinha muita vontade de envolver na música porque o seu pai era professor e aquilo parecia ser uma obrigação em sua vida, e acabou que foi! Em 2010/2011 o pai teve um problema na coluna “hérnia de disco” e com isso não poderia trabalhar. Cuidando dele e do irmão sem remuneração seria impossível. Partindo deste princípio, o pai (músico) pediu aos filhos que começassem a dar as suas aulas de violão particular na sua ausência no antigo Clube da terceira idade. Com o tempo o irmão entrou no corre e acabou ficando apenas o pequeno e talentoso professor ministrando as aulas. Ele exerceu o ofício de professor de música até 14 anos lecionando sozinho. O pai retornou às aulas e ambos começaram a trabalhar juntos. Ele é Jesus Danthon Bolina Moreira. Filho de Jesus Moreira. Hoje faz dupla comigo Dan Moreira.
Danthon conta que a paixão pela música realmente começou quando desistiu do sonho de jogar futebol, saindo por vontade própria do clube do tricordiano em Três Corações. A decisão também o fez prometer ao pai que se dedicaria a música.
Voltando a Campo Belo, começou a fazer shows com o pai tocando teclado e tentando fazer segunda voz. Ele confessa que sempre foi muito tímido, e o pai tinha que praticamente que obrigá-lo a isso. Ele ainda trabalhava dando aula de violão: no Colégio São José e também à domicílio.
À época que Charlie Brown Jr estava no auge entre os adolescentes ,muito curioso Danthon procurava aprender as músicas no violão e costumava se encontrar no polivalente com uns amigos e ficar tocando músicas e curtindo… Entre esses amigos, dois mais velhos – Pedro Costa e o “Bocão” também tocavam violão e ele sempre ficava os observava pra aprender mais. “Creio que no fim minha ambição não foi construída em cima de procurar algo em troca, mas sim de adquirir conhecimento”, revela.
Hoje inspira-se em grandes talentos da atualidade que combatem o racismo e a desigualdade: Djonga e BK. “Queria poder transmitir a emoção de poder pela voz que eles têm e Deus vem abençoando pra tudo isso acontecer. Se prepare pra ver preto sem matar e sem roubar no seu jornal”, disse o músico e compositor.
Ele relembra que a vida é superar fases difíceis e que por falta de preparação às vezes momentos não saem como esperados, mas tudo isso fortalece. “Saber que o erro pode ser concertado me faz pensar que cada dia é uma chance de se fortalecer. Hoje eu desejo ter reconhecimento como músico e estou me esforçando pra isso acontecer através de músicas com meu irmão, buscando estilo próprio e algo inovador. Queria agradecer a oportunidade de estar escrevendo um pouco sobre mim e espero que Campo Belo abra mais espaço para a cultura, para dar oportunidade de sonhar a todos”, pontuou.
Outro artista da comunidade

Gabriel se inspirou no primo para seguir o ritmo. Sofreu um impacto com a morte do mesmo, mas não desistiu.

Gabriel tem 17 anos é é MC. Tendo primo como inspiração começou a cantar mesmo foi aos 12 anos. “Aprendi muito com ele e depois que ele faleceu fiquei abalado, pensei em parar muitas vezes, mas fui persistente e inteligente com o cargo que era do meu primo no grupo e hoje levando o nome dele conosco creio que vamos alcança o objetivo com garra e força de vontade, contando com nossos camaradas que podemos chamar de irmãos: Marlon , Juninho, Cr e Ely dp e os irmãos Moreira”, conta Gabriel sobre sua carreira na música.

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