

Equipe de Campo Belo participou, juntamente com colegas de Varginha, da Operação. Somados os valores, as empresas de fachada de Minas Gerais e de São Paulo emitiram mais de R$ 6 bilhões em notas fiscais, entre janeiro de 2016 e fevereiro de 2021, sendo R$ 2 bilhões só em 2020.
Equipe de servidores da Receita Federal, unidade de Campo Belo, participou da operação deflagrada na manhã de terça-feira (16) contra suspeitos de sonegação de impostos na comercialização de café, segundo a Polícia Civil do Paraná. Ao todo 23 pessoas foram presas. 12 delas foram presas em Londrina e região, onde são as sedes das empresas atacadistas e corretoras de café que compravam o produto de Minas Gerais e do Espírito Santo.
De acordo com as investigações, produtores, intermediários e empresas que atuam na comercialização de café sonegaram cerca de R$ 1 bilhão em impostos.
A operação, conduzida pela Polícia Civil do Paraná, Receita Federal e receitas estaduais do Paraná, São Paulo e Minas Gerais, cumpriu ordens judiciais em 39 cidades dos três estados e do Espírito Santo.
Ao todo, foram expedidos 35 mandados de prisão temporária, 124 de busca e apreensão e 61 de sequestro de bens.
A operação foi batizada de “Expresso” e investiga também crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e associação criminosa dos suspeitos.

Policiais apreenderam R$ 170 mil em dinheiro, em Maringá — Foto: Divulgação/PCPR
Esquema
De acordo com a força-tarefa que conduziu a operação, os mandados têm como objetivo identificar idealizadores do esquema. A suspeita é que eles sejam de Londrina, onde maior parte das empresas investigadas estão sediadas.
Em um prédio comercial do centro de Londrina, os policiais fizeram buscas por provas em 24 salas comerciais.
Segundo as investigações, a fraude foi descoberta em 2019, quando a Receita Estadual de Minas Gerais flagrou que produtores de café estavam sonegando impostos ao simular negociações do produto.
O café era vendido a grandes empresas do Paraná, mas notas falsas eram emitidas por empresas de fachada de São Paulo e Minas Gerais, segundo as investigações.
De acordo com a força-tarefa, atacadistas e corretores de café de Londrina e região sonegavam impostos em negociações interestaduais, com fraudes da creditação do ICMS, e na comercialização dentro dos estados.
“Essas empresas transacionavam o produto ora sem nota fiscal ou com informações falsas inseridas nessas notas ou através da geração de créditos tributários que eram apropriados por integrantes de parte desse grupo investigado”, afirmou o delegado Alan Flore, que comanda a operação.

14 carros foram apreendidos na operação que investiga sonegação de R$ 1 bilhão na comercialização de café — Foto: Leopoldo Karam/RPC Londrina
