
Por: Athos Oliveira (Estudante de Jornalismo)

A primeira campobelense a receber a vacina contra a Covid em Campo Belo. “Recebi um telefonema do Secretário de Saúde, falando sobre a escolha. Muita emoção!”. (Foto: Arquivo pessoal.)
Uma emoção, carregada de esperança! Foi o que Rafaela Cardoso Rocha Amarante Leal, de 37 anos , sentiu após ser a primeira profissional da área da saúde a ser vacinada para garantir a imunidade ao Coronavírus, na cidade de Campo Belo (MG). Exercendo a função voltada para a UTI, há 14 anos, ela diz que ficou surpresa e lisonjeada, de receber o convite, em uma quarta-feira, dia 20 de janeiro, em uma ligação do Doutor José Assumpção, que é secretário de Saúde. O gestor observou o esforço principalmente de Rafaela em conjunto com os profissionais, no combate a esta doença surgida no ano passado.
Rafaela conta que a vacina trouxe uma nova esperança, devido ao medo que a enfermeira e todos os outros profissionais tinham de passar a mesma doença para os seus familiares, e diz que se pudesse, vacinaria todos da família. A enfermeira ressalta também o trabalho de toda a equipe que trabalha, executado com empenho, para salvar vidas. Emocionada, Rafaela destaca o quanto é difícil quando não conseguem tal feito. Atualmente, a Santa Casa conta com 10 leitos de UTI, para tratar do Covid, e mais 37 para tratamento clínico.
A enfermeira relata que não só durante a pandemia, mas na luta contra a dengue e o H1N1, o trabalho em equipe realmente precisou ser intenso e diz que a dengue também é um problema atual.
Quando perguntada sobre as outras cidades que estão recebendo pessoas com a Covid, ela cita Divinópolis, Formiga e Santo Antônio do Amparo.
Segundo Rafaela, a equipe que trabalha é grande, o que antes não era comum. Isso, segundo a enfermeira, tem ajudado bastante no recrutamento de novos profissionais, principalmente do técnico de Enfermagem.
Os enfermeiros de nível Superior, a dificuldade é maior, mas ela ressalta que a procura em Campo Belo é bem maior do que em outras cidades vizinhas e próximas do município.
Por fim, ela espera que a vacina seja uma chance de poder salvar novas vidas, e para dar um suporte, em meio a todo cansaço, medo, exaustão e estresse, pois muitos pacientes, ficam em uma situação ruim quando tudo parece estar bem. “ A gente lida com casos muito graves e tem que ficar usando aquela parametação, por 12 horas, o que é duro, e isso gerou, muita ansiedade, muito medo e muita angústia em toda a equipe”.
Sem dúvidas a vacina trouxe esperança principalmente para a Rafaela e todos os profissionais da saúde, em meio ao árduo trabalho.
Fotos: Athos Oliveira


