Polêmica: Coveiros são demitidos e alegam terem sido perseguidos em Campo Belo

Em meio a polêmica sobre a demissão de dois coveiros do cemitério Senhor Bom Jesus, que alegam terem sido perseguidos por um colega de trabalho, outra denúncia foi levada à assessoria da Prefeitura de Campo Belo (MG). Ela aponta que um cão teria sido sepultado em uma cova do cemitério da feira. E, de acordo com um vídeo ao qual o DCB teve acesso, o dono do terreno teria pago ao único coveiro que permaneceu no emprego, a quantia de 50 reais para a realização do serviço.  O primeiro coveiro a ser dispensado, José Francisnildo Lopes garante que á sua demissão foi injusta e causada por uma denúncia falsa de que o mesmo estaria vendendo terrenos no cemitério. Ele também mostrou ao site um local onde um cão teria sido sepultado, segundo ele, pelo mesmo colega que teria motivado á sua demissão. A assessoria da prefeitura garante que não houve perseguição e não houve demissões. Nildo e Antônio Neves eram contratados, os contratos venceram e não foram renovados. Gustavo Henrique disse ainda que irá abrir uma sindicância para apurar a denúncia sobre sepultamento de um cão. Durante a reportagem, a PM foi chamada ao cemitério. O acusado de perseguir o coveiro Nildo foi ouvido. A principio ele disse aos policiais que “a ordem veio deles” (não especificando quem), mas ao ser questionado pela reportagem ( quem seria o mandante), o mesmo respondeu que só fala perante autoridade policial e a equipe da prefeitura.

Em forma de desabafo, Nildo (como é conhecido) procurou a dona do terreno que gerou a polêmica. Ele acredita que a falsa denúncia gerou á sua demissão. No vídeo a idosa diz que não comprou nada dele (Nildo) e que na prefeitura teriam dito à ela que o coveiro Nildo teria usado tijolos que pertencem à prefeitura. “Eles lá disseram que ele usou os tijolos. Nós não falamos que o Nildo recebeu dinheiro em troca de terreno. Nós regularizamos a situação, simplesmente”, declarou em vídeo à proprietária do terreno do Senhor Bom Jesus.

A cova onde um cão teria sido sepultado., segundo Nildo. A pessoa que fez o sepultamento teria ganho 50 reais. 

Ainda conforme Gustavo Henrique, assessor da administração, sobre as publicações de redes sociais a respeito de demissões em cemitérios está distorcida. Ele alega que a gestão de cemitérios está passando por um processo de transformação para oferecer um serviço ainda mais completo e qualificado para o cidadão Campobelense. “A reformulação faz parte do planejamento da assessoria de assuntos emergenciais e plantão em busca de sinergia em seu pilar de servidores, sendo assim alguns contratos não estão sendo renovados em seus vencimentos. O que é prerrogativa dos gestores públicos.

Fato esse ocorrido com total humanidade e empatia e sem qualquer prejuízo, e sempre com um agradecimento aos servidores que fizeram parte de nossa equipe. Acreditamos que a renovação é necessária para uma reestruturação adequada a nossa planejamento”, declaram em nota Gusttavo Henrique-Assessor de assuntos emergenciais e plantão e Rodrigo Bruno Santos-Assessor de Assuntos especiais e estratégicos.

Em áudio, Gustavo Henrique explica sobre as decisões administrativas tomadas no cemitério. 

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