
Ex- jogador de Vôlei, Elias Eliazar fala sobre a sua paixão pela modalidade, a admiração pela oposta Sheilla, e também sobre polêmicas da Superliga e a expectativa para as Olímpiadas de Tóquio.
Por: Athos Oliveira

O jogador Elias: Conheça a paixão e as opiniões do atleta, que dedicou sua vida ao Vôlei, (Foto: Athos Oliveira)
Elias já atuou por vários clubes, e não apenas em uma posição. Dentre as cidades que já defendeu, ele relembra as equipes em que jogava, como Campo Belo, Lavras, Lagoa da Prata, Candeias, Sesi Lavras e Santana. A sua influência do Vôlei, começou com o seu pai, que era porteiro no Campo Belo Tênis Clube, mais conhecido como a “Praça de Esportes” na cidade. Aos 9 anos, Elias começou a gostar do vôlei exatamente por este motivo. Ele conta que se destacava muito pela defesa e o passe em seus jogos, mas a sua primeira função foi a de levantador, pois ainda era muito baixo, para exercer a função de ataque. A posição no início foi determinada pela sua primeira treinadora Dila, que treinava o time feminino de Campo Belo e depois o masculino, onde ganhou vários títulos, e era professora de Educação Física, do Colégio Dom Cabral, na cidade.E quando falou sobre seus títulos, falava dos Jogos Escolares e da sua equipe na Escola Estadual José Monteiro.
O Campo-Belense conta que por vezes foi impedido de jogar alguns campeonatos por tentar interferir e lutar por direitos do seu time com a prefeitura, o que fez com que você impedido de disputar algumas partidas. Elias é formado em Educação Física, e tem o interesse de ser professor nas escolas, onde relata a vontade de revelar novos jogadores não só pelo vôlei, como também aos outros esportes, principalmente futebol e basquete, para levar as promessas que surgirem, para grandes clubes não só estaduais, como nacionais.
A importância do Esporte para ele foi muito significativa. Com apenas 3 anos, Elias perdeu a sua mãe, e o seu pai sempre foi ausente em sua vida, sendo criado pelos seus avós, que também faleceram nos tempos de juventude do ex-atleta. Dentre os esportes que Elias já praticou, ele cita também a natação e o basquete.
O que é essencial para ele, é os jovens deixarem de lado um pouco o mundo digital, para ter mais contato com os esportes, e isso, passando pelo incentivo dos pais, que precisam ouvir os filhos, para entenderem a vontade deles por uma modalidade. Elias também destaca que sempre teve apoio da administração atual, para todas as questões envolvendo o esporte no município.

Time de Elias, representando Campo Belo na disputa do JOJU Estadual. (Foto: foto de arquivos de Elias)
A admiração por Sheilla
A principal jogadora que Elias, tem uma admiração imensa é a oposta Sheilla Castro, bi-campeã olímpica pela seleção brasileira. Elias conta que no jogo entre Minas x Osasco, no dia 10 de Janeiro de 2020, em que ele esteve presente no ginásio do time mineiro, foi o dia em que pode conhecer de perto a jogadora que tem como referência. Ele lembra que até chegou a ser oposto, e que tinha ataques parecidos com Sheilla, sendo preferencial as ações ofensivas no fundo de quadra.
Para Elias, é a maior e melhor jogadora do Brasil, no que relembrou outras como Márcia Fu, Fernanda Venturini e Fofão. Elias disse que somente achava que conseguiria tirar uma foto com a atleta, mas ele conseguiu mais do que isso, uma conversa no vestiário do ginásio minas-tenista.
E tudo foi combinado por sua madrinha, que mora em Belo Horizonte, e conversou com uma amiga da Central Carol Gattaz, para combinar um momento para ele conversar com a oposta, que hoje joga no AthletesUnlimitedVolleyball, time da liga Americana de Volleybal.
Segundo ele, quando estava de frente com a atleta, chorou e se emocionou muito, a ponto de não conseguir falar nada. A oposta também chorou muito, quando ele relembrou junto com ela, a perda do jogo contra a China, que eliminou elas das Olimpíadas no Rio de Janeiro. O jogador coloca como o melhor dia de sua vida.
No instagram, Elias possui várias fotos com Sheila, assim como em álbuns mostrados por ele, enquanto o entrevistava em sua casa. Elias conta, que atualmente conversa com a jogadora, e expôs uma tatuagem no braço em homenagem a atleta.

Elias expressou toda a admiração que tem pela atleta, tatuando o nome dela em seu braço. Foto: Athos Oliveira
Olimpíadas, as Polêmicas da Superliga e a volta do Público
No ano passado, as Olimpíadas não aconteceram. Porém este ano, dificilmente será adiado e mediante isso, Elias falou sobre a seleção brasileira e seus principais adversários, acreditando que China, Estados Unidos, Sérvia e Itália, serão as principais concorrentes na disputa pelo ouro olímpico, destacando também a Rússia. Ele também reitera que a seleção que irá pra Tóquio, segundo ele, não terá muita renovação, e a novidade, ele acredita que seja apenas a Lorenne, do Sesc-Rio Flamengo, e talvez outros dois nomes, com relação as atletas que foram para a disputa no Rio de Janeiro.

Com relação as polêmicas da Superliga, o ex-jogador de vôlei de Campo Belo, falou sobre a eleição das chapas para a coordenação da competição. “ Para mim foi um descaso com as atletas, pois a administração está lá, a muitos anos. Eu acho que os atletas precisam ser mais ouvidos, pois são eles que defendem e jogam pelo país e são os que conseguem os títulos pela seleção nacional ”. Outra polêmica também muito forte na Superliga, foi a troca do piso das quadras de vôlei, na Superliga desta temporada. Elias fala que faltou muita sensatez e compreensão, ainda bem que acataram a decisão dos técnicos da permanência do piso anterior.
Entre as equipes que ele considera favorito para a superliga feminina, que é a que ele mais acompanha, ele destaca o Osasco e o Minas, mas considera que o Sesi se tornou favorito pela contratação da búlgara Dobriana Rabadzhieva.
Assim como Elias que foi a quadra assistir a um jogo de vôlei, fica a expectativa para a volta do público nos jogos da modalidade. O ex-atleta destaca, que mesmo com a vacina, ainda terá que se ter um cuidado muito grande e não será o determinante para a volta dos torcedores nos ginásios pelo país. Por fim, ele ressalta, que a sua paixão pelo esporte, o coloca disponível a ajudar de todas as formas, a se voluntariar em projetos sociais, que sejam para crescimento e amadurecimento de um atleta, na busca por um sonho, seja qual for o esporte.
Fotos: Arquivo Pessoal/Elias






