

Após 11 meses, a família de Geralda Olivia, moradora do Bairro Jardim Aeroporto, em Campo Belo, vive outro dilema. Eles perderam pela segunda vez, em um ano, todos os móveis, alimentos e bens materiais. A primeira enchente devastadora, ocorrida em janeiro de 2020, a professora teve um enorme prejuízo, inclusive a perda de um carro com apenas 7 mil km rodados. Ela reconstruiu a casa e trocou o veículo, mas na madrugada deste domingo (06/12), novamente viu a lama e a água levando todo o seu patrimônio. O problema do imóvel, segundo os moradores, é uma barragem construída na divisão dos dois bairros (Belvedere e Jardim Aeroporto) que não comporta a vazão de água e com o volume grande, a casa da professora é atingida. Desesperada, Geralda tentou até tirar a própria vida nesta madrugada. Até às 10 horas da manhã deste domingo nenhuma autoridade e defesa civil foram ao local verificar a situação dos moradores. Uma fonte confirmou ao DCB que o grupo da defesa civil está ciente da situação e as providências têm sido tomadas.
De acordo com a professora, o problema é antigo e as autoridades municipais já foram alertadas. “A hora que eu me deparei com a cama tomada de água, pensei em suicídio. Tentei conversar anteriormente com o prefeito Alisson, com o Saulo (Secretário de Obras), mas não me ouviram. Pedi pelo amor de Deus para realizarem a limpeza do córrego. O meio ambiente liberou, repassamos o comunicado para o Wellison (primo do prefeito). A resposta é que o DEMAE iria realizar a limpeza. Não tive a visita de um vereador (a) aqui em casa. Até hoje o prefeito desconhece como reconstruímos à nossa vida. Apenas a Ana Paula do fórum me prestou assistência”, desabafou Geralda.
Ainda de acordo com ela, a família mora no local há 49 anos e antes da realização do aterro para ligar os dois bairros, nunca havia tido episódio de enchente. “Colocaram duas manilhas que não suportam a vazão da água. A retroescavadeira não conseguiu entrar na nossa residência desta vez para nos tirar do imóvel”, contou a professora.
Geralda acrescentou que o DEMAE realizou um reparo na barragem, mas não foi o adequado. “Colocaram manilha pequena que não comporta a água e na frente dela deixaram terras. Não avisaram a Secretaria de Obras. Mesmo sendo inexperiente, eu percebi que não era adequado. A manilha é de rede de esgoto. A água bate na barragem e volta pra minha casa”, explicou.










