Família acredita que houve descaso em sepultamento de cemitério de Cristais

Segundo a família, vizinhos fizeram o trabalho do servidor responsável. (Foto: arquivo pessoal)

A família de um morador da cidade de Cristais está revoltada e relata que houve um descaso das autoridades daquele município no sepultamento do idoso ocorrido na tarde de terça-feira (08/09). Segundo a filha, Ana Paula, o idoso, de 64 anos, foi sepultado como vítima de Covid-19 e sequer coveiro tinha no cemitério para prestar assistência. Ela garante que o trabalho atribuído ao profissional foi realizado por vizinhos. Segundo Ana Paula, a família enfrentou problemas desde o momento em que ele foi avaliado no hospital cristalense, antes da transferência, no momento em que realizava exames de imagem. Ela ainda acrescentou que o médico da Santa Casa de Campo Belo (onde o paciente havia sido transferido) atestou AVC como causa morte e não coronavirus. A assessoria de imprensa da prefeitura de Cristais disse que todo atendimento médico foi prestado ao idoso. Quanto ao sepultamento, o assessor alegou que o responsável pela área estava em atendimento no hospital, suspeita de Covi-19, mas que o setor encarregado foi avisado e providenciou a substituição. Entretanto, houve demora para encontrou pessoas habilitadas e quando chegaram ao cemitério, o procedimento já estava sendo realizado.
De acordo com Ana Paula, a família sofreu discriminação. “Meu pai faleceu no dia 08 de setembro, vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral). Ele tinha problema pulmonar há anos. Nós o levamos ao hospital de Cristais, onde a médica o atendeu, pediu exames de urina, um raio x, mas o técnico nem colocou a mão no meu pai . Ele foi colocado na cadeira de rodas. A médica falou que os pulmões dele estavam limpos. Depois disso, no sábado, foi preciso interná-lo no hospital de Cristais. Ele apresentou febre a noite. No domingo o médico deu alta pro meu pai”, relatou
Ana para acrescentou que o quadro do pai piorou com a alta médica. “Fomos pra casa, com a piora do quadro, o levamos pra UPA de Campo Belo. O médico pediu de imediato uma radiografia e um eletro. Com os exames em mãos, o médico observou que o pulmão do meu pai tava muito comprometido: enfisema pulmonar, fribose, pneumonia viral. Na segunda-feira, ele foi pra Santa Casa ficou e lá até sexta (04/09). Pela manhã, o quadro evoluiu negativamente e ele foi levado pro CTI. Permaneceu 12 dias entubado e infelizmente faleceu após a ocorrência de um AVC hemorrágico”, contou a filha do idoso.
Com o boletim informando sobre o falecimento, Ana Paula procurou uma funerária de Campo Belo que cuidou o translado do corpo. “Fui à funerária nova aliança onde fui muito bem recebida. Eles trouxeram o corpo do meu pai, mas chegando aqui ficamos três horas esperando o coveiro que estava no hospital. Ligamos pra vigilância, eles demoraram três horas pra vir. Como estava já escurecendo, eu e o Gustavo (Funerária), tomamos frente à situação. Os vizinhos que quebraram o túmulo e assim consegui enterrar meu paizinho. No dia seguinte fui por uma vela pra ele estava do mesmo jeito, tudo sujo. A tampa também não estava no túmulo, meu marido, com deficiência, que fechou”, finalizou Ana Paula
O outro lado
A assessoria de imprensa de Cristais respondeu em nota sobre os questionamentos apontados por Ana Paula quanto aos fatos registrados no atendimento ao seu pai, assim como ao sepultamento. “O profissional capacitado a realizar o sepultamento, na data e horário estava hospitalizado, sendo, o mesmo suspeito da covid-19. De ciência da eventualidade, o departamento de obras que é o órgão encarregado dos tramites dos cemitérios municipais, teve 1h30 minutos pra conseguir outro profissional qualificado a fim de substituí-lo. No entanto, ao chegar ao local verificou que eles já estavam sepultando a vítima por conta própria. E, os profissionais designados entraram imediatamente em atuação”, consta na nota enviada pela assessoria ao DCB.

Em resposta a queixa levada em questão direcionada ao hospital Municipal Santo Antônio

“Para fins de esclarecimentos, o paciente deu entrada no Pronto Atendimento no dia 22/08 com sinais de inapetência há dias e dispneia aos pequenos esforços a plantonista prontamente solicitou exames laboratoriais e de imagem estes realizados na unidade pelos profissionais habilitados. No entanto com as alterações, logo foi internado na instituição e medicado conforme prescrição médica. O mesmo passou a noite na unidade sem intercorrências. Ao amanhecer se alimentou, foi realizado os cuidados de enfermagem, como este permanecia bem, foi encaminhado para a casa de ambulância evitando ficar mais exposto a prováveis infecções, visto que a unidade se encontrava em grande número de pacientes internos com diferentes comorbidades.
Afirmo ainda que o profissional citado não faz parte da equipe médica e somente atua como técnico em radiologia onde o mesmo deve-se manter distante no ato da realização dos procedimentos afim de evitar riscos de contaminação desnecessários”, finalizou em nota o assessor de imprensa da prefeitura cristalense.

O Secretário de Saúde lamentou em vídeo a morte do morador

A família registrou em vídeo o sepultamento

Um comentário em “Família acredita que houve descaso em sepultamento de cemitério de Cristais

  • 11 de setembro de 2020 em 23:58
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    Realmente o coveiro da cidade tava internado no hospital, pois estava com mta febre e isolaram ele ,acho q o certo msm era ter uma 2° pessoa capacitada para ter na cidade já que é dois cemitérios e um só coveiro .

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