O governo federal anunciou nesta terça-feira (01/09) a extensão do auxílio emergencial por mais quatro meses, até dezembro, com parcelas de R$ 300, conforme anunciou o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada após reunião com ministros e parlamentares aliados. “O valor de R$ 600 é muito caro para quem paga, no caso o Brasil. Não é um valor, muita vezes, suficiente para todas as necessidades, mas atende. O valor definido é um pouco superior a 50% do valor do Bolsa Família”, disse Bolsonaro.
O calendário com as datas de pagamento das parcelas prorrogadas ainda não foi definido. O InfoMoney entrou em contato com o Ministério da Cidadania para questionar quando as datas serão divulgadas, mas a assessoria de imprensa da pasta informou que ainda não tem previsão, pois o novo calendário só será divulgado após a publicação da Medida Provisória (MP) que vai oficializar a extensão do auxílio.
Segundo dados do Ministério da Cidadania, com a prorrogação, o gasto total com o benefício social deve ficar em R$ 260 bilhões.
O pagamento das parcelas é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, beneficiários do Bolsa Família e pessoas inscritas no Cadastro Único de programas sociais do governo federal.
Extensão do auxílio
A proposta inicial do governo era que o auxílio emergencial, criado para ajudar os brasileiros a atravessar a crise provocada pela pandemia, durasse três meses, com parcelas de R$ 200.
Mas o Congresso aprovou, em março, o pagamento de três parcelas de R$ 600. Depois o governo prorrogou o auxílio por mais dois meses, no valor de R$ 600, totalizando cinco parcelas.
Houve também alterações no formato dos pagamentos. A primeira rodada de depósitos, em abril, funcionava por data de aprovação do benefício. Ou seja, o trabalhador era aprovado pela Dataprev e enquadrado em grupos que recebiam o dinheiro de acordo com os lotes em datas determinadas.
Esse modelo incluiu os brasileiros que receberam o pagamento da primeira parcela em 9 de abril e que vigorou até meados de julho. Hoje, os trabalhadores recebem as cinco parcelas dentro de um calendário dividido em quatro ciclos.
Fonte: www.infomoney.com.br
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