
Casos de dengue aumentam em 21% em apenas duas semanas .Campo Belo, Alfenas e Itajubá seguem no topo do ranking de casos da região. Juntas, elas têm metade de todos os casos do Sul de Minas. Em Campo Belo, segundo a SMS, o maior foco está no interior das residências.
Os números da dengue têm disparado desde o início da pandemia da Covid-19. Hoje a região já tem mais de 7,6 mil casos de dengue, 21% a mais do que há duas semanas, na última semana de abril. Campo Belo lidera o ranking, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde. A doença assombra a cidade desde janeiro. Nos primeiros dias de 2020, dona Maria Aparecida Cardoso faleceu depois de idas e vindas na UPA da cidade. A sorologia da moradora, realizada na Fundação Ezequiel Dias, confirmou que a mesma tinha a doença. Apesar de Campo Belo aparecer com maior número de casos na lista da SES, nos últimos 15 dias foi Alfenas que registrou um crescimento – 188 casos.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, das cinco mortes registradas no estado, duas foram registradas no Sul de Minas. Campo Belo, Alfenas e Itajubá seguem no topo do ranking de casos da região. Juntas, elas têm metade de todos os casos do Sul de Minas.
Campo Belo tem hoje 1.993 casos. Alfenas aparece em segundo lugar com 966. Depois vem Itajubá, com 922. Em quarto está Paraguaçu, com 428, seguida de Passos, que tem 383.
Nos últimos 15 dias, Alfenas foi a cidade que mais registrou novos casos: 188. Depois aparece Itajubá com 155 novos casos. Campo Belo vem em terceiro com 129, Passos registrou 103 e Ilicínea mais 74 novos casos.
Casos de dengue
Thais Fernandes Lima, moradora da Vila Etna, é uma das vítimas da doença. Ela foi contaminada recentemente. O marido também teve a doença. Ela não precisou de internação, mas teve que ir à UPA tomas soro. “Sentia dor de cabeça, gente, dor ao redor dos olhos, coceira. Só queria ficar na cama. Em seguida, meu marido também apresentou os sintomas e foi diagnosticado com dengue”, contou a moradora de Campo Belo.
Na casa da Luciana Cristina Vieira, ela e o filho tiveram a doença. Segundo ela, foram três dias de muito febre. “Suava muito, meu pijama molhava de tanta febre,e minhas plaquetas abaixaram, dor atrás do ouvido. No posto de saúde, mantive hidratação e repouso”, descreveu Luciana, que reside no Vale do Sol.
Ivan, filho de Luciana também ficou mal com a dengue. “Eu tive fiquei 10 dias de cama, foi péssimo plaquetas super baixas”, relembrou o enfermeiro.
Resistência
A Secretaria de Saúde do Município de Campo Belo tem utilizado o fumacê e e visitas de agentes nos domicílios. Em alguns casos, eles têm encontrado resistência dos moradores, em razão da pandemia. Sendo a SMS, Os agentes epidemiológicos usam máscaras e carregam álcool gel nas bolsas, portanto, não é motivo para impedir que o mesmo faça o trabalho de combate ao aedes.
Em Campo Belo, o maior foco, segundo a epidemiologia, está no interior dos domicílios. Reservatório de água (tanques, bombas de armazenar o produto) e atrás das geladeiras.
Atualmente são 52 agentes de endemias que executam as ações na cidade.
Fonte: EPTV Sul de Minas e DCB
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