
Campo Belo e algumas cidades da região enfrentam a falta de doses da vacina pentavalente na rede pública de saúde. Moradores têm dificuldade de encontrar nos postos a vacina que combate doenças como difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria Haemophilus Influenze Tipo B. Uma moradora que pertence a UBS do São Sebastião entrou em contato com a produção do DCB para que apurássemos à questão. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o problema está na regional, e quando chegam, às doses não são suficientes para atender a demanda. Na semana passada, por exemplo, foram encaminhadas quatro doses apenas para a Unidade mencionada. Mas, o problema do abastecimento deve se resolver em breve.
O desabastecimento na região se estende desde o segundo semestre de 2019. Segundo o Governo Federal, os lotes das vacinas já produzidas foram reprovadas em julho pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A vacina não é fabricada no Brasil e houve problema neste lote produzido no exterior. Com a reprovação do lote, houve o desabastecimento em todo o país, o que teve reflexo no Sul de Minas.
Preocupadas com a situação, muitas pessoas têm recorrido às doses pagas na rede particular. O valor pode chegar a R$ 400. “A pentavalente como as outras fazem parte do programa nacional de imunização. É uma vacina combinada que protege contra cinco doenças. O Haemophilus pode causar meningite, pneumonia, otite. É feita em três doses, dois, quatro e seis meses, com reforço aos 15 meses e outro aos quatro anos”, explicou o médico pediatra Lucas Gabriel Ribeiro.
Distribuição
O Ministério da Saúde começou a distribuir no dia 9 de janeiro mais de 1,7 milhão de doses da vacina para os estados. Após o recebimento, o produto é encaminhado aos municípios. As últimas doses chegaram às quatro superintendências de saúde do Sul de Minas entre os meses de outubro e novembro de 2019.
Em Campo Belo, segundo o setor de epidemiologia, ainda não há data para regularização dos envios, mas o problema deve se resolver em breve.
Em Varginha, o desabastecimento continua e não há previsão de entrega. A mesma situação acontece em Pouso Alegre.
Fonte: DCB e G1/EPTV Sul de Minas
