Campo Belo: Dengue preocupa moradores; 18 resultados positivos até o momento

Como é o ciclo de vida do mosquito ‘Aedes aegypti’?

Alguns moradores de Campo Belo (MG) relataram ao DCB a preocupação com a infestação do Aedes Aegypti na cidade. Desde outubro de 2019 até o momento (janeiro de 2020) houve 108 notificações de casos suspeitos, e, em 18 delas, a sorologia foi positiva, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. O DCB também fez contato com a Superintendência Regional de Saúde em Divinópolis e os responsáveis informaram que o larvicida para combater os focos residenciais está em falta, mas é uma demanda Federal. Os que existem estão vencidos e o Governo Federal não enviou remessa para a substituição. O Fumacê também está em falta. Assim que for liberada a remessa para Campo Belo iremos informar.

Diante destas informações, é necessária a atenção redobrada com os quintais, além do combate aos possíveis focos do mosquito. Na reportagem, moradores do Centro da cidade, Alto das Mercês, São Luiz, São Benedito, Arantutaba, Jardim América relataram que alguns foram diagnosticados com a doença e outros são casos suspeitos (sobre investigação) de terem sido contaminados pelo transmissor da dengue.
Uma morado da rua Artur Bernardes, no Centro da cidade, relatou que todos os anos surge pelo menos um caso de dengue próxima à sua residência. F.M.S. disse que o filho foi diagnosticado com dengue recentemente. “Estou muito preocupada. Estou com uma funcionária grávida e não tive posição de onde está o foco. Têm dois lotes aqui perto e casas fechadas e não estou vendo nenhuma ação”, declarou a moradora.

Marlene Isabel reside na Prudente de Morais (Alto das Mercês) e também garantiu ter sido diagnosticada com dengue. Ela acredita que a situação deveria ser tratada com mais clareza para que os cuidados com a prevenção sejam redobrados. “Não me envolvo em política. Mas a população precisa saber o que de fato está acontecendo. Fui três dias seguidos na UPA e encontrei mais pessoas com sintomas de dengue para serem avaliadas. Outras chegaram pensando ser intoxicação alimentar. Fui à policlínica no dia 27 dezembro para fazer sorologia e na fila também haviam pessoas com dengue”, revelou Marlene.

Na rua Guarani (São Benedito), a dona Isabel e Kelson também contaram ao DCB que contraíram a doença.

Outro lado

Segundo a enfermeira que está substituindo Percília (que está de férias), os dados cadastrados no sistema são desde o mês de outubro e foram contabilizados até o momento 108 casos suspeitos de dengue (UPA e UBSs). Deste número, o resultado foi positivo em 18 pacientes.
A enfermeira acrescentou que à medida que as notificações são encaminhadas à Secretaria, a equipe da endemia é avisada e são realizados arrastões. Ela também confirmou que não há larvicida, pois o Estado ainda não repôs o estoque. Também não há produto para a realização do Fumacê. “Os agentes fazem o bloqueio conforme as notificações” informou.

Orientação

Se o assunto é dengue, muita gente quer fazer de conta que a água parada só se acumula no terreno do vizinho. Mas isso não contribui em nada para combater o Aedes. A responsabilidade de eliminar os focos do mosquito é de cada um. Depósitos de água, pratinhos de plantas, bandejas de geladeira, de umidificador, ar condicionado e filtros d’água; além de garrafas retornáveis e lixo, são alguns dos mais frequentes focos do mosquito Aedes aegypti encontrados pelos agentes de endemias em residências.

Vale lembrar que o “mosquito da Dengue”, também pode transmitir a Chikungunya e a Zika. Não vamos facilitar a vida do Aedes: elimine os focos do mosquito! Com a chegada da época do calor e do período chuvoso, todo cuidado é pouco para não deixar água parada em casa. É preciso a união de toda sociedade para que cada um faça a sua parte.

Vídeo: Campanha da dengue/2019 – https://portal.fiocruz.br

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