


Foram absolvidos em júri popular a inspetora aposentada da Polícia Civil Elizabeth de Almeida e Silva (Betty Ronka) e ao ex-agente penitenciário Rogério Martins Jacob Marques. O julgamento, que durou 15 horas, aconteceu no salão do júri da Comarca de Campo Belo (MG) na terça-feira (22/10). Os advogados criminalistas de Campo Belo, Dr. Jaílson Costa Silva, Dr. Nergis Monteiro Rodarte (Lavras) e do defensor público, Dr. Luiz Gustavo, mostraram ao corpo de jurados que à acusação imputada à policial e ao ex-agente penitenciário não procedia.
De acordo com dr. Jaílson, Betty e Rogério foram acusados de homicídio qualificado sobre o argumento de que em 14 de abril de 2010, ambos teriam trocado dois presos de uma cela do presídio para a cela de número 6, onde foram agredidos. Após serem agredidos foram novamente trocados: um para a cela 09 e outro para a cela 10.
Consta na acusação que os acusados tinham conhecimento que os presos tinham desavenças dentro do presídio e mesmo assim realizaram as transferências, e o preso transferido para a cela 10 faleceu.
Diante disso, o promotor de justiça, Rodrigo Fernandes Maggi requereu a condenação da inspetora ao argumento que “esta conduta configura o crime de homicídio qualificado na figura do dolo eventual, ou seja, embora não tenha a intenção da morte assume o risco do resultado”, consta a acusação.
A defesa de Elizabeth não entendeu desta forma e os criminalistas Nergis e Jailson pleitearam a absolvição da acusada. “Ao final dos debates, o Conselho de Sentença não reconheceu a participação de Elizabeth no crime e ela foi absolvida”, explicou dr. Jailson.
Da mesma forma, o acusado Rogério Martins Jacob ta,bem foi absolvido pelos fatos, e a sua defesa foi realizada pelo defensor público da Comarca, dr. Luiz Gustavo Vitoriano Alves.
A sentença foi anunciada pelo juiz criminal, dr. Leonardo Guimarães às 02 horas da madrugada desta quarta-feira (23/10).
