Família suspeita que houve erro médico no caso da bebê Antonella

A família de uma bebê de 9 meses de idade está revoltada com a situação vivenciada pela garotinha, após ter sido atendida na UPA de Campo Belo (MG) na sexta-feira (04/10). A família de Antonella Sousa alega que a bebê teria sido medicada por um estagiário (em medicina) na Unidade de Pronto Atendimento. E, segundo Luciana Nobre, a prescrição que teria sido errada, é de responsabilidade de um estagiário. Segundo a mãe, Antonella começou a inchar, e este inchaço se apresentou na parte externa do organismo também. A mãe, desesperada, começou a pedir socorro! Após o ocorrido a criança foi transferida para a Santa Casa onde permanece internada, depois de ser submetida à vários exames, inclusive de imagens.

Nesta segunda-feira (07/10) será realizado um ecocardiograma e a paciente deve ter alta na terça ou quarta-feira. A produção do diariocampobelo.com.br e também da 98 FM procurou à direção da UPA. Eles não se manifestaram, pois estão aguardando a chegada do Secretário de Saúde, José Assunção, para esclarecer os fatos. Ficaram de emitir uma nota no fim da tarde desta segunda-feira.

De acordo com Luciana Nobre Sousa, Antonella foi pra UPA durante a madrugada de quinta pra sexta, apresentando apenas cólica e as fezes esverdeadas. O primeiro atendimento foi realizado por uma médica, que avaliou o quadro como virose. A mãe da pequena não observou irregularidade neste primeiro atendimento. A criança foi medicada e apresentou melhora. Mas no dia seguinte, um outro plantão se iniciou, e na visão de Luciana,  a história tomou outro rumo. A mãe garante que a segunda avaliação teria sido feita por um estagiário. “Até que na hora do almoço na sexta feira (04/10) começou a passar uma turma de estagiários que formaram fora do Brasil e que vieram pra Campo Belo (fazer o revalida), foram na pediatria examinar as crianças e um deles passou o procedimento errado pra Antonella, onde ela inchou todo o corpo por fora. Houve uma sucessão de erros”, disse à mãe.

Luciana disse que o diretor da UPA garantiu que todos os procedimentos seriam realizados e a menina seria transferida para a Santa Casa. “Viemos de ambulância, dra. Viviane disse que Antonella  estava com um quadro de diarreia, desidratada e que não corria risco de morte com a quantidade de soro que foi ingerida, apesar de ter sido a mais”, relatou Luciana à reportagem.

Nobre está revoltada com a forma como a direção da UPA está tratando o caso. “O erro foi cometido, o estagiário ou o médico, não vieram à mim prestar esclarecimentos. Até agora não sei se foram advertidos pelo erro. Ela está bem agora, aguardamos resultado de novos exames, mas poderia ter morrido. Só poderíamos expor esta situação se ela tivesse morrido? Estamos fazendo isso para evitar que outras crianças sofram o mesmo que nós”, comentou a mãe de Antonella.

A família irá acionar o município judicialmente. “Vamos sim, buscar justiça. Entrar com uma ação contra a prefeitura (que é responsável pela UPA). Foi uma secessão de erros: estagiários prescrever medicação sem a orientação e sem a supervisão de seu médico – que era o responsável pelo grupo de estagiários. Estagiário fazer a prescrição e não assiná-la, se identificando. A enfermeira fazer o procedimento sem marca hora na ficha da Antonella”, finalizou à mãe.

Outro lado 

A produção do site esteve na UPA. Antes de falarmos com a dra Alenise de Freitas (que foi citada na postagem feita pela mãe em rede social, onde  a mesma afirma que a médica teria observado o suposto erro) os responsáveis pela Clínica Mariense – que administra à UPA, entraram na sala da médica e a produção do site aguardou a reunião com ambos no corredor da Unidade. Ao saírem disseram que falariam conosco somente depois de apurar a situação; Tentamos entrar na sala da médica pela segunda vez, mas a dra. Terezinha Ferreira entrou antes também, fechou a porta e não conseguimos falar com a dra Alenise.

Enquanto a chefe da clínica (dra. Terezinha) conversava com a médica ( que não é a responsável pelo erro apontado pelos pais), o diretor da UPA, Isaías, chamou a produção para conversar. Ele, Renata Ribeiro, o técnico administrativo da Mariense, além de um casal de enfermeiros estavam na sala de enfermagem pra onde chamaram à reportagem do site.

Renata disse que iria apurar o caso e não poderia se manifestar antes de ter propriedade sobre o fato; Isaías acrescentou que uma nota seria postada pela assessoria de imprensa ainda na tarde desta segunda. Eles aguardam a chegada de José Assunção, secretário de saúde para esclarecer os fatos. A reportagem também soube que haverá uma coletiva na terça para esclarecer os fatos à população.

Todos os fatos narrados nesta reportagem foram filmados, inclusive na UPA, e no corredor da Unidade, pacientes que aguardavam atendimento presenciaram a movimentação na sala da médica. Muitos deles são conhecidos da produção do DCB e podem também confirmar toda a situação vivenciada pela reportagem nesta segunda-feira, por volta das 10h00 da manhã, dentro da unidade.

Confiram a entrevista de Luciana Nobre ao DCB e à 98 FM. 

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