


Brincadeira que pode ser fatal. Em Lavras, vereador propõe projeto que visa coibir o uso de linha chilena. (Foto: PMMG)
Em Lavras, o vereador Marcos Possato apresentou à Câmara de vereadores um projeto que proíbe a fabricação, armazenamento, comercialização e o uso de linhas com substâncias cortantes utilizadas para empinar pipas, papagaios e similares, propondo que a fiscalização seja realizada também pela Prefeitura.
De acordo com o projeto do vereador, em caso de apreensão de menores, as penalidades serão aplicadas aos pais ou responsáveis, e o fato comunicado ao Conselho Tutelar. A pena é, além do envolvimento com a justiça, a aplicação de uma multa de 250 UFML (Unidade Fiscal do Município de Lavras), sendo que cada Unidade corresponde hoje, dia 31 de julho, a R$ 3,20.
Casos
Nas últimas semanas, a imprensa nacional tem divulgado gravíssimos acidentes envolvendo linhas com cerol e linhas chilenas. Na capital mineira, um garoto perdeu a perna, no Pará uma criança ficou gravemente ferida, em São Paulo um motoboy teve o pescoço cortado e só não morreu graças a um caminhão que passava pelo local e sua antena laçou a linha, tirando-a do pescoço do rapaz. Na terça-feira, dia 30, a Polícia Militar da cidade de Três Corações descobriu uma fábrica de linhas chilenas. A PM apreendeu todo o maquinário e uma pessoa foi presa em flagrante, a pequena fábrica ficava no bairro Bela Vista.
Em Poços de Caldas, um enfermeiro foi preso, ele comercializava linha chilena e linha com cerol. Além dele, outras três pessoas foram detidas, elas foram multadas em R$ 2,7 mil e tiveram todo material apreendido.
A utilização de cerol ou de linha chilena é proibida desde 2002 em Minas Gerais e prevê multa de até R$ 1,5 mil para quem portar o material. Vender ou expor à venda o cerol, linha chilena e semelhantes também é crime previsto na Lei Federal 8.137 de 1990. A pena é detenção de dois a cinco anos ou multa.
Fonte: Reprodução Jornal de Lavras
