Boa Esperança: Família luta para saber o que pode ter causado a morte do filho de 4 anos

Família luta para saber o que pode ter causado a morte do filho de 4 anos — Foto: Reprodução/EPTV

Uma família de Boa Esperança (MG) luta para saber o que pode ter causado a morte do filho, de apenas 4 anos. Lucas Samuel da Silva morreu no último domingo (21) após procurar o hospital da cidade, mas os pais ainda não têm uma explicação para o que pode ter causado o óbito. “Quando meus irmãos me ligaram falando da notícias, nossa, eu nem acreditei direito. Fiquei muito desesperado mesmo e já corri para cá. E aqui eu tive a prova mesmo que ele tinha falecido”, diz Wander Carlos da Silva, tio de Lucas.

 “Foi uma noite bem triste mesmo para a gente. Está sendo, porque foi uma morte que não tem explicação, a gente não sabe porque ele faleceu”, completa Mateus Luiz da Silva, também tio de Lucas.

Segundo a família, o menino estava com febre, ânsia de vômito e dor de cabeça quando procurou o pronto atendimento no sábado (20) à noite. Ele foi medicamento e depois liberado. Quando chegou em casa, logo dormiu, mas cerca de uma hora depois, já na madrugada de domingo, começou a passar mal novamente.

Atestado de óbito apontou insuficiência respiratória aguda — Foto: Reprodução/EPTV

Com o menino apresentando manchas roxas pelo corpo e praticamente sem respirar, a família voltou ao pronto atendimento, mas ele não resistiu. No atestado de óbito, ficou registrado que ele teve insuficiência respiratória aguda.

“Eles deram alta, mas eu acredito que lá tinha que ter aguardado em observação um pouco, porque se aguarda, lógico que ia notar que ele ia persistir esse sintoma que ele teve em casa”, afirma Mateus.

Em nota, o médico que atendeu a criança disse que esse foi o diagnóstico dele e que solicitou a presença da Polícia Militar para realização da autópsia, que foi negada pelo delegado de plantão, por não haver sinais de violência. O pronto atendimento registrou um boletim de ocorrência para provar que o exame foi dispensado.

Menino foi atendido no pronto atendimento em Boa Esperança — Foto: Reprodução/EPTV

Com isso, a criança acabou enterrada, sem que a família soubesse exatamente o que aconteceu. Os tios procuraram a Polícia Civil e foram ouvidos pelo delegado que assumiu o caso.

“A partir do momento que existia a suspeita de morte natural, o delegado não entendeu atribuição da Polícia Civil. Então ele descartou a possibilidade da necropsia. Porém, assim que nós tivemos informação de que o hospital e a família da criança estavam inseguras quanto à causa da morte, eu achei prudente solicitar esse exame para que não fique dúvida à respeito do que aconteceu”, diz o delegado Alexandre Boaventura Diniz.

Pra fazer a exumação ainda é preciso ter autorização judicial. A família espera que isso aconteça, pra que a morte do pequeno Lucas seja esclarecida. “Porque não tem explicação a mãe viver sem saber do que o filho morreu”, conclui Mateus.

Fonte: EPTV Sul de Minas/G1

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