

Menores de idade serão proibidos de entrar em eventos que forneçam bebidas alcoólicas, (especialmente na modalidade open bar), conforme projeto de lei (PLS 486/2018) aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A proposta é de autoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos e previa a proibição de menores em bailes funk.
Mas o relator, senador Eduardo Girão (Pode-CE), deixou a proposta mais ampla, incluindo outros tipos de eventos. O projeto, agora, será analisado na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e, posteriormente, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
A proibição da entrada de crianças e adolescentes em qualquer evento em que haja o livre fornecimento de bebidas alcoólicas foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH).
O projeto (PLS 486/2018) ainda deve passar pela Comissão de Educação (CE) e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele impõe multa e permite o fechamento de estabelecimentos, em caso de reincidência, que admitam a entrada ou a permanência de criança ou de adolescente nesses eventos.
Originalmente, o texto mencionava explicitamente a proibição de menores de 18 anos em bailes funk, mas o relator, senador Eduardo Girão (Pode-CE), acatou uma emenda que retirou a expressão do texto.
De acordo com ele, falar exclusivamente de baile funk restringia o âmbito da proposta.
— A expressão, em verdade, diminui a universalidade da proposição, retirando-lhe força ao fragilizá-la perante a Constituição. Falar especificamente dos bailes funk seria discriminatório. Além disso, a proibição deve se dar de maneira ampla — explicou.
A proposta foi uma das 33 resultantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos. Além dessa proibição de menores de idade em alguns eventos culturais, os projetos tratam de temas como atendimento psicológico e educação emocional no currículo escolar e punições maiores para profissionais (e pessoas em geral) que lidem com menores de 18 anos e cometam abusos.
Fonte: Senado

O senador Eduardo Girão é o relator da proposta, originada da CPI dos Maus-Tratos. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

