


A prefeitura tomou conhecimento do caso, oficialmente, há mais de uma semana. (Foto: reprodução diariocampobelo.com)
A dona de casa Raquel Aparecida Ferreira ficou revoltada com uma situação registrada no cemitério das Mercês, que envolve a sepultura de sua mãe. Segundo ela, mesmo adquirindo um terreno com registro na prefeitura da cidade, os restos mortais de sua mãe foram transferidos pra outra vala sem comunicação prévia aos familiares. Raquel procurou uma advogada, relatou o fato e foi orientada a registrar um boletim de ocorrência. A medida é condenada pelo código penal, artigo 210 – “Violação de sepultura”. Pena de retenção de e um a 3 anos, além de multa. Ao ser comunicada pelo DCB sobre a ocorrência, uma equipe de assessores estiveram no cemitério. Diante da situação, o coveiro mostrou onde estava a suposta ossada que seria da dona Osbela Ferreira, falecida há 8 anos. Mas até esta quarta-feira (06/03), Raquel não teve de volta os ossos da mãe ou um local para um novo sepultamento.

No local onde estaria os restos mortais de dona Osbela, foram construídos gavetões comunitários. Ao fazer a obra, invadiram o espaço adquirido por Raquel. (Fotos: diariocampobelo.com)
Raquel ficou sabendo do ocorrido por um ex-coveiro (demitido há meses). Segunda ela, o ex-funcionário disse que a prefeitura ao construir gavetões comunitários no cemitério, teriam invadido o espaço, comprado e pago por Raquel (onde os restos mortais da mãe dela estariam sepultados).
A equipe que estava realizando a obra, de acordo com o atual coveiro, ao ver os ossos teria saído do local e como o coveiro conhecia a família de dona Osbela, recolheu os ossos e dentro de um saco plástico preto, o enterrou em outra cova. Ninguém comunicou à prefeitura sobre a situação. Raquel não tende o que aconteceu, pois ela têm todos os dumentos da prefeitura que lhe garantiam o espaço no cemitério e mesmo assim, a obra foi realizada.
Raquel (a filha da dona Osbela) procurou a prefeitura. A funcionária responsável disse que o município iria ressarcir a família com outro terreno, mas não mencionou sobre os restos mortais da dona Osbela. O DCB ligou na Prefeitura e a mesma funcionária e mais dois assessores, foram ao cemitério. Mesmo antes da chegada dos mesmos, o atual coveiro já havia dito à reportagem onde estaria os ossos que supostamente são os restos mortais da dona Osbela.
A funcionária que cuida da área administrativa declarou que a obra foi necessária, pois não havia espaço no cemitério para sepultamento. Entretanto, disse desconhecer o fato da retirada dos ossos de dona Osbela do local adquirido pela filha. “Ninguém nos informou sobre este ocorrido. Meus contatos estão atualizados na prefeitura”.
A obra, segundo os assessores, aconteceu em 2018, e o secretário interino de Obras era o engenheiro Carlos Torres. Ligaram para o funcionário de carreira e ele informou que desconhecia tal caso. Diante do impasse, o coveiro foi autorizado a cavar a sepultura e retirou na presença de todos o saco preto contendo alguns ossos humanos.
Entenda o caso

Quando dona Osbela faleceu, o corpo foi sepultado neste local (pertencente a irmã). Em outro de 2018, a filha (Raquel) adquiriu um terreno e na presença de familiares transferiram para o local autorizado e pago à prefeitura. Depois disso, que ocorreu a obra dos gavetões comunitários, que atingiu o espaço que pertencia legalmente à família de Raquel.
Em outubro de 2018, os restos da dona Osbela, sepultada em outra quadra, foram transferidos (com autorização da família) para o local adquirido pelos familiares. Eles têm documentos que comprovam a aquisição do terreno. O marido de Raquel e irmãos acompanharam a primeira transferência dos ossos (do local sepultado inicialmente e que pertenciam à uma tia para onde foram construídos gavetões comunitários).
Depois de um tempo, Raquel foi informada que no local adquirido por ela foram construídos pela prefeitura gavetões comunitários . Ela então procurou o cemitério e se assustou por não encontrar mais o espaço onde os ossos da mãe foram colocados.
De acordo com ela, ao procurar a prefeitura foi informada que seria ressarcida e lhe dariam outro terreno. Mas, Raquel queria mesmo era saber o destino dos ossos da mãe. Depois de muita conversa mostraram para Raquel alguns ossos. Disseram que dariam outro espaço para sepultar os restos mortais de sua mãe, mas até o momento ninguém entrou em contato novamente com Raquel. “O coveiro, pelo menos, sabia que aqueles ossos pertenciam a minha mãe e os guardou. Disseram que iriam nos procurar e até agora nada!”, finalizou Raquel.
A dona de casa registrou BO e vai acionar à justiça
Documentos
Documentos oficiais com emblemas da Prefeitura de Campo Belo comprovam que há na prefeitura registros do terreno adquirido por Raquel e onde, posteriormente, foram construídos gavetões comunitários
