
Uma criança de 12 anos morreu após mergulhar na “Prainha” de Campo Belo na tarde de quarta-feira (26/12). O corpo de bombeiros da cidade de Formiga (MG) foi acionado e fez buscas no local até às 21 horas, mas não encontrou o corpo. A equipe, formada por três mergulhadores, iniciou os trabalhos por volta das 18h30. Eles iriam reinicia-los no dia seguinte, porém, um grupo de cinco pessoas que conhecem o local, inconformados com a situação, mergulhou no mesmo ponto em que Cauan Henrique da Silva teria pulado, atravessaram a comporta e localizaram o corpo do menino depois da ponte. Provavelmente, ele foi sugado pela comporta que estava aberta no momento do mergulho. O corpo estava preso em uns galhos e o menino apresentava um ferimento na testa. O grupo retirou o corpo do garoto de dentro da água e foram aplaudidos pela população, por volta das 21h20. A perícia compareceu ao local e o corpo foi retirado pela Funerária Campo Belo e encaminhado ao IML da cidade.
Cauan Henrique estava com um coleguinha que viu o momento em que ele mergulhou e não retornou. Então, o companheiro avisou a PM que estava no local fazendo buscas em uma motocicleta. Como não acharam o corpo, acionaram os bombeiros. Apesar do local ter placas indicativas, mostrando o nível de profundidade da lagoa, muitas crianças não temem o perigo. No local não há salva vidas, a maior preocupação das mães, que na maioria das vezes não sabem que os filhos estão na Prainha.
A família chegou ao local por volta das 19 horas e acompanhou as buscas. Uma equipe do Samu também esteve no local e permaneceu até o fim das buscas por parte do corpo de bombeiros.
Cauan Henrique foi batizado na igreja no domingo (23/12). A avó contou aos amigos, que aguardavam pelas buscas, que o garoto prometeu que não iria na Prainha.

Sargento Aguiar conversou com a produção do DCB no fim das buscas por parte da equipe de mergulhadores.
Segundo o Sargento Aguiar, do Corpo de Bombeiros, eles fizeram buscas e não encontraram o corpo da vítima. O local é desconhecido por eles, o que torna mais difícil os trabalhos. Eles seriam iniciados pela manhã de quinta-feira. “Fizemos buscas desde às 18h30, mas sem sucesso. O companheiro que estava junto não nos forneceu detalhes precisos. Ele estava em dúvida. Viu que ele pularia, mas não sabe o local exato. Pela suposição do garoto fizemos os trabalhos de busca e mergulho. Temos um vertedouro (onde é puxado o excesso de água) que diminui um pouco a quantidade de água. Fechamos a comporta e descemos. Imaginamos que ele poderia estar preso a esta comporta, infelizmente, não tivemos a possibilidade de encontra-lo”, detalhou o Sargento.
Ele acrescentou que o menino pode ter sido sugado pela comporta. “Há uma possibilidade da vítima ter passado pela comporta, ela estava mais aberta. Iniciamos o trabalho de buscas, após o fechamento da mesma. Evitando riscos para os mergulhadores com o fechamento dela. Ela não se fechou completamente, ainda há passagem de água, mas o mínimo. Temos a possibilidade dele ter passado pela comporta”, confirmou.
Ele ressaltou o perigo que o local oferece. “Com a comporta aberta é um local perigoso sim, para mergulhos. O local chega a 3.5 metros a 4 de profundidade”, informou o PM.
Grupo encontra o corpo do garoto

Um grupo de cinco pessoas, que conhecem a área, aguardou o fim das buscas por parte dos bombeiros e, em seguida, mergulharam na Prainha. Após 20 minutos, encontraram o corpo do menino do outro lado da ponte.
Após a localização do corpo do garoto, feita pelo grupo que tem o costume de mergulhar no local, moradores procuraram o Prefeito em exercício, Adalberto Lopes (que ficou durante o tempo todo no local) e pediu que medidas fosse tomadas para evitar acidentes fatais como o desta tarde de quarta-feira. “Nós queremos o fechamento da Prainha. Estamos em luto e não queremos mais mortes. Os meninos foram heróis. Pularam na água e localizaram o corpo. Tem que fechar esta Prainha, antes que aconteça mais tragédia”, disse moradoras dos Arnaldos ao Prefeito.
Em resposta, Adalberto orientou os moradores a fazerem um abaixo assinado solicitando o fechamento do local, por apresentar risco, principalmente às crianças.

O prefeito em exercício, Adalberto Lopes permaneceu no local durante todo o tempo. Após acharem o corpo do garoto, moradores foram conversar com Adalberto.
Em rede social, a tia da vítima lamentou a morte do garoto. “Estou arrasada aqui em São Paulo com esta notícia triste do meu sobrinho e mais triste ainda por saber que não havia nenhum tipo de segurança no local, apenas placas indicativas. As autoridades deveriam olhar um pouco mais para este local e é uma pena que uma criança de 12 anos precisa perder a vida para que providencias sejam tomadas”, desabafou Adriana.
