
Um homem de 47 anos foi preso nesse sábado (10/11) na cidade de Silvanópolis, no Sul de Minas, dias depois de matar a mulher com quem vivia e a filha dela, uma criança de apenas 5 anos. O corpo da mulher foi esquartejado e parte dos restos mortais foram localizados na MG-179, entre Silvanópolis e São João da Mota, ainda na terça-feira (06/11) por um trabalhador rural.

Carlos Martins, que confessou o crime, disse que a relação entre ele e a esposa era bastante conturbada. A mulher era prostituta antes de ir morar com o produtor rural.
De acordo com a Polícia Militar (PM), ao ser detido, o homem confessou ter atacado a mulher de 26 anos a marteladas depois que os dois tiveram um desentendimento. Ele disse ter matado a filha da vítima depois de cometer o primeiro crime. As vítimas são naturais da Bahia, mas estavam em Minas há cerca de sete meses.
A prisão do autor do crime foi realizada por policiais civis de Pouso Alegre. E, de acordo com a corporação, ele será indiciado por duplo homicídio qualificado. As vítimas foram enterradas em uma fossa no sítio onde o homem morava.
Produtor rural esquartejou corpos de mãe e filha no porão de casa em MG, diz polícia
Além de esquartejar a esposa, o produtor rural matou a enteada, de 5 anos, com requintes de crueldade. Para a polícia, Luiz Carlos Martins, de 47 anos, que confessou o crime, disse que a relação entre ele e a esposa era bastante conturbada. “Segundo ele, a versão, ela era uma pessoal de temperamento difícil, que eles brigavam muito e que inclusive ela já chegou a ameaçar ele de morte algumas vezes”, disse o delegado Rodrigo Bartoli.
As tatuagens nas pernas que foram encontradas na beira de uma rodovia, em São João da Mata (MG), na última terça-feira (6), foram a chave para a polícia chegar ao assassino. Francileide Assis Barbosa tinha 26 anos. Natural de Feira de Santana (BA), ela trabalhava no Sul de Minas como garota de programa até conhecer o produtor rural e ir morar com ele, em Silvianópolis. Com o tempo, ela levou para morar com eles a filha de outro relacionamento, Bruna Carla Assis, de 5 anos.

Tatuagens nas pernas encontradas à beira da rodovia foram a chave para a polícia chegar ao assassino. ajudou a identificar a vítima.
Ele chegou a negar que tinha cometido o crime, mas após muitas contradições, a polícia suspeitou e foi até a casa onde ele morava com as vítimas e lá encontrou várias evidências do assassinato. A casa estava cheia de sangue, com respingos nas paredes, portas e até no teto. Algumas manchas, segundo a polícia, foram retiradas com produtos de limpeza. “Ele teve um desentendimento com a esposa, segundo a versão inicial dele, que ela o ameaçou com uma faca e em seguida ele conseguiu desarmá-la, pegou um martelo e deu marteladas na cabeça dela”, disse a médica legista Tatiana Teles Koeler.
No quarto da menina, mais sangue, com uma grande mancha no colchão. Ela foi morta depois da mãe.
“A menina dela ouviu a confusão na cozinha e saiu e foi ver a mãe. Quando ela chegou, ele disse que ‘no susto’, foi o termo que ele usou, ele deu uma martelada na menina”, disse a médica legista.

Corpos de mãe e filha foram esquartejados no porão da casa de produtor, em Silvianópolis — Foto: Reprodução EPTV
Conforme a polícia, Luiz Carlos queria dar um sumiço nos corpos e agiu friamente. Ele então levou os corpos para o porão da casa, onde foram esquartejados. “Lá ele disse que utilizou uma faca de cozinha, onde ele escarnou as porções onde ele iria serrar e depois ele usou um arco de serra. A mãe, ele serrou um dos braços, a cabeça, as duas pernas. Ele também cortou o corpo da menina. Ele alega que a menina não cabia dentro do saco, ele não conseguia dobrá-la”, completou a médica.
Fonte e foto: G1/EPTV Sul de Minas

1 Comment
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