Os salários dos professores do município foi parcelado. A prefeitura quitou até o momento 75% e os 25% restante, dependerá do repasse do FUNDEB. Aguanil também foi parcelado, mas a medida foi destinada a todos os servidores. Já Candeias e Cristais os vencimentos estão regularizados. Na prefeitura de Formiga (MG) a realidade é outra. O vale alimentação dos servidores da prefeitura daquele município será pago no próximo sábado (20/10), segundo o jornal Últimas Notícias. Com o benefício de R$ 330 os servidores compram alimentos em estabelecimentos credenciados.

Desde a semana passada, com o comunicado do parcelamento, o presidente do Sindipúblico divulgou nota informado sobre a medida e na segunda agendou uma Assembleia com os sindicalizados. (Foto: Facebook)
Para discutir a questão de Campo Belo, o Sindipúblico realizou na segunda-feira (15/10) uma Assembleia e em pauta colocaram o parcelamento; o corte nas gratificações e prestação de contas e proposta orçamentária para 2019.

Segundo Douglas, o prefeito Alisson (foto) tomou medidas desde o mês passado para driblar a crise. (Foto: arquivo diariocampobelo
De acordo com Douglas Freire (assessor de imprensa de Campo Belo), a prefeitura tem a tabela de receitas e despesas, e o Executivo arcou até o momento com quase R$ 5 milhões de receita própria para honrar o compromisso dos professores. “Uma hora a fonte seca e realmente os recursos acabaram. É esperado vir esta semana o recurso do FUNDEB. Eles não souberam precisar o dia. Dependemos do recurso do Fundo, infelizmente!”, declarou o assessor.
Para ele, o prefeito Alisson de Assis Carvalho (PSB) tomou algumas medidas de contenção para driblar a crise. “Vale lembrar que em agosto o prefeito reduziu o próprio salário em 20%, em mais uma medida para garantir a folha dos professores. Para se ter uma ideia do alcance dessas e de outras iniciativas em favor dos professores, é só considerar que o nível de investimento da Prefeitura de Campo Belo com o setor atingiu 30% do bolo orçamentário do Município. É um patamar que vai além da obrigação constitucional das gestões públicas, que precisam investir no mínimo 25% de suas receitas correntes líquidas com educação. Mais uma prova que esta gestão leva a sério os professores é no que decorre no pagamento em dia. Dezenas de municípios por alguns meses já não conseguem honrar a folha da educação, porém, esta gestão, através de medidas pontuais e de sacrifícios como já citadas, honrou até agora a folha, quase 5 milhões de reais o município arcou para garantir os salários dos professores, lamentavelmente, apenas este mês não foi possível pagar de forma integral, ainda restam 25%”, acrescentou o jornalista.
Região
A produção do DCB tentou contato com prefeituras das cidades vizinhas para saber à realidade dos municípios da região com relação ao pagamento dos servidores da Educação.
Candeias
O município está em dia com todos os funcionários. De acordo com a servidora Sheila Botelho, da Secretaria de Educação e Cultura, os servidores da Educação receberam antes mesmo do dia 1º de outubro. Ela acrescentou que até o momento não há previsão de recessão.
Aguanil
Em Aguanil, segundo o servidor Paulo Ricardo, foi pago dia 10 o salário dos servidores que recebem R$ 1.200; nesta terça-feira (16/10) foi quitado 70% do salário dos servidores que recém acima de 1.200 e até a próxima semana será pago os 30% restante a que estes servidores com salários mais altos tem direito.
Cristais

Em Cristais, segundo o setor da tesouraria, o pagamento está regularizado e as gratificações não foram cortadas. (Foto: Internet)
Na cidade de Cristais, o prefeito também conseguiu driblar a crise e fazer o pagamento do setor educacional no mês corrente. Os servidores receberam no dia 04 de outubro, segundo Cássia Aparecida Costa Borges, responsável pelo tesouraria do município. Naquele município as gratificações (conhecida como pó de giz) não foram suspensas. “Passamos um sufoco, mas conseguimos com o recurso do FUNDEB, arcar com este compromisso”, garantiu a servidora.
Itau de Minas
Por falta de pagamento, funcionários públicos entram em greve. Funcionários públicos de Itaú de Minas (MG) entraram em greve nesta terça-feira (16/10). Segundo líderes do movimento, a paralisação é devido à falta de pagamento da primeira parcela do 13º, que venceu em julho e atraso nos vencimentos. Durante a manhã, os grevistas fizeram uma manifestação pelas ruas do Centro da cidade. De acordo com eles, até o momento foi pago somente 40% do salário do mês de setembro. O adicional de insalubridade de todos os servidores também foi cortado. A greve paralisou serviços nas áreas de saúde, educação, serviços urbanos e uma parte dos serviços prediais. De acordo com funcionários, apenas um terço dos servidores do sistema de coleta de lixo estão trabalhando, mas a expectativa é que o serviço também seja paralisado nos próximos dias.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itaú de Minas, Antônio Rivelino Barbosa, a greve segue por tempo indeterminado até o pagamento dos salários e apenas os serviços essenciais devem continuar funcionando.
O que diz a prefeitura
Em nota publicada nas redes sociais, a Prefeitura de Itaú de Minas dissa que está deslocando funcionários para que os serviços essenciais sejam mantidos e o trabalho nos PSFs seguem com médico da unidade e enfermeira chefe. A administração diz ainda que o atraso é decorrente da falta de repasses ao município, mas não estipula uma data para o pagamento. Uma reunião entre o sindicato e a prefeitura está marcada para esta quarta-feira (17) para tratar do assunto.
Fonte: EPTV Sul de Minas
