

Moradores da Alabama ficaram desesperados com a água da chuva que invadiu as residências no noite de domingo (30/09). Segundo eles, uma obra inacabada na rua acima fez com que o barranco cedesse e a água e a lama invadissem as residências da parte baixa do Ouro Verde II. Um casal da rua Alabama ficou apavorado presenciando a água invadir a casa que residem. De acordo com eles, o prejuízo material foi grande, mas o assustador foi retirar o bebê de 6 meses com segurança do interior da residência e levá-lo para à casa vizinha. A reportagem entrou em contato com o assessor de imprensa da prefeitura, Douglas Freire. O jornalista disse que o Prefeito Alisson de Assis Carvalho (PSB) tomou conhecimento da situação e assim que ele se posicionar, a assessoria enviará um comunicado ao DCB.

Uma das audiências para analisar a situação aconteceu na semana passada, alguns dias antes da inundação.
Ainda segundo relatos dos moradores, a prefeitura tem ciência da situação, BO já foi registrado, protocolos firmados no órgão competente e até audiência para mostrar e resolver a situação foi realizada na semana passada (como mostra foto acima), porém, nada havia sido resolvido e a ocorrência de domingo foi “uma tragédia anunciada”. Nenhum membro da defesa civil compareceu ao local ontem.
Conforme o relato de Gleide Aparecida, há um ano eles têm mostrado ao órgão público que a falta de estrutura de uma área verde, que pertenceria à prefeitura, poderia acarretar sérios problemas de ordem social, mas nenhuma atitude fora tomada. “Hoje não estávamos em casa (estava na casa da minha mãe). Na hora que a chuva começou tínhamos acabado de deitar, ao olharmos pro chão, vimos a água e o barro invadindo a casa. Ficamos desesperados. tenho um bebê de seis meses que estava dormindo, eu não tinha sequer uma sombrinha para sair com ele de casa, o murro caiu e só terra descendo da parte de cima de uma área verde que pertence à prefeitura. Foi desesperador”, relembrou à moradora.
De acordo com ela, um dia antes da audiência marcada para que o problema fosse sanado (na semana passada) uma máquina da prefeitura fez uma obra na rua Guatemala. Para ela, eles agiram de má fé para sensibilizar á justiça. “São cara de pau, vieram aqui e passaram a máquina na Rua Guatemala um dia antes da audiência. Retiraram o meio fio e acho que tiraram fotos para mostrar que estariam trabalhando. Na audiência, a advogada da prefeitura mostrou fotos de um muro que não nos pertence e sim, ao vizinho. Ela apresentou o laudo de um muro que não nos pertence. O juiz decidiu que iria enviar um perito do fórum para analisar o impasse. Agora não adianta mais, pois o muro (mesmo não nos pertencendo) está no chão. Perdi latas de leite do meu filho, quero saber quem vai me repor este prejuízo”, questionou à moradora.

O muro cedeu: água e lama invadiram à residência. Segundo eles, os meio fios arrancados da Guatemala fizeram falta.
A solução para o problema, segundo o marido de Gleide, é a construção de um muro de arrimo. “Gritamos por socorro e nada foi feito! Precisa-se construir um muro de arrimo. A água veio da rua Guatemala, desceu pelo barranco e invadiu nossas residências”, mostrou o morador da rua Alabama.

Solidariedade: Vizinhos foram à rua Guatemala e ajudaram a improvisar uma barreira, evitando-se uma tragédia maior na rua Alabama.
Mesmo debaixo de chuva, ele e vizinhos foram à Rua Guatemala (como mostra fotos acima) e improvisaram um bloqueio para evitar uma tragédia. Colocaram tábuas onde o meio fio havia sido arrancado por máquinas da prefeitura.
Outra moradora do Ouro verde também se posicionou. ” Estamos perdidos com as autoridades de Campo Belo. Só pela misericórdia de Deus que eles acordaram, antes que acontecesse uma tragédia com as vidas deles. Muito triste isso. É assustador, o poder público ter ciência da situação e não fazer nada há um ano? Só DEUS mesmo!”, se indignou outra moradora do bairro.
