

O Projeto: “Pela Vida, contra a violência” é de autoria de membros da Paróquia Nossa Senhora do Carmo e tem apoio do DCB. Ele busca apoio de toda a comunidade campobelense que luta pela PAZ

Coordenadores do projeto e paroquianos assistiram à reunião e pediram às autoridades ações que visam combater à violência. (Fotos: Comissão Justiça e Paz).
Com o nome provisório de Comissão de Justiça e Paz, membros da Paróquia Nossa Senhora do Carmo criaram um grupo para junto às autoridades apresentarem reivindicações e sugestões visando combater a onda de violência que atingiu a cidade desde janeiro. De acordo com a comissão (que possui três coordenadores), o intuito é unir forças para diminuir a violência na cidade, mas principalmente dos limites da paróquia Nossa Senhora do Carmo, que abrange Feira, Pedreira, Cidade Montesa, Ouro Verde I e II, Vila São Jorge e outros bairros. 16 reivindicações propostas pelo grupo foram entregues aos vereadores de Campo Belo (MG), a principal delas, é a construção de um posto policial no Bairro da Feira. “Queremos mais segurança e mais investimento. Queremos resgatar vidas e trazer dignidade para os excluídos da sociedade. Queremos investir em nossas crianças e adolescentes, para que se tornem adultos responsáveis e trabalhadores.
Um dos coordenadores utilizou a Tribuna Livre para apresentar aos vereadores as 16 reivindicações feitas pelos paroquianos.
Na reunião da Câmara que aconteceu em 09 de abril, a Comissão a expôs aos vereadores a preocupação da comunidade com relação ao assunto. Eles discordaram de alguns pontos de vista de algumas autoridades e fizeram questão de frisar que a intenção é unir forças para combater à violência e não criticar. “Na opinião do major, Campo Belo não é uma cidade violenta, mas nós discordamos. Embora ele disse algo que me chamou a atenção: – disse que tem muitos outros envolvidos no tráfico de drogas que estão jurados de morte. E aí eu pergunto: onde isso vai parar?”, questionou Lílian Neves (membro da Comissão de Justiça e Paz).

Um dos coordenadores utilizou a Tribuna Livre para apresentar aos vereadores as 16 reivindicações feitas pelos paroquianos.
Segundo ela, o projeto está no início e eles contam com total apoio do pároco Padre Donizete. “A igreja católica em especial neste ano de 2018, nos chama a fazer mais do que apenas ir à igreja. Este é o ano do Laicato, onde leigos são chamados a viver a igreja em saída. E na campanha da fraternidade deste ano, fomos convocados a clamar pela paz e fim da violência, em todas suas formas. Estamos unindo forças com os diversos movimentos da paróquia e com as associações de bairro que temos. E agora nosso convite se estende ao poder público, aos policiais, a imprensa e até representantes de outras religiões, a quem puder e quiser se unir a nós”, convocou à Comissão.
Luta
Lilian não está sozinha, além da comunidade, fazem parte da Comissão como coordenadores: Aguinaldo Torquato e Hewerton Guedes. “Nossas reuniões vão continuar. Não vamos parar. Não daremos sossego aos vereadores, vamos cobrar atitudes concretas e acompanhamento de perto. Pois os moradores desses bairros pobres são eleitores também”, enfatizou uma das coordenadoras.
