

Dr. Moacir (foto) cumpriu o mandado de prisão contra o médico no domingo (15/04). Foto: Reprodução DTTV Nepomuceno
Um médico plantonista de 41 anos foi preso na tarde deste domingo (15/04) suspeito de assédio sexual a pacientes em Nepomuceno (MG). As investigações da Polícia Civil apontam pelo menos dois casos confirmados do crime. Segundo a polícia, a prisão preventiva do médico já havia sido decretada em Nepomuceno há alguns dias, mas ele não foi mais visto na cidade. Ao chegar para trabalhar na Santa Casa de Misericórdia, na tarde deste domingo, ele foi preso. Há suspeitas de que ele tenha saído da cidade por alguns dias por perceber as movimentações da investigação.
Ainda segundo a polícia, a suspeita é de que o homem teria assediado pacientes em outras cidades e se mudava quando os crimes começavam a ser descobertos. Segundo o delegado Moacir de Oliveira Neto, a investigação teve inicio no fim de março. Vítimas procuraram a delegacia relatando uma conduta indevida por parte de um médico plantonista que as atendia na Santa Casa nepomucenense. Conseguimos levantar algumas vítimas, fizemos declarações, depoimentos detalhados acerca das ações que foram praticadas. Ainda identificamos algumas outras ocorrências envolvendo o mesmo suspeito em outras comarcas, nas quais ele atendia”, detalhou o delegado.
Conforme declarações do delegado do caso, o assédio começava sempre da mesma forma. “As ações do autor eram progressivas. Se iniciavam com exames clínicos, exames físicos, aparentemente que não fugiam à normalidade. E elas iam se intensificando. Até que chegava o momento que elas [as vítimas] se insurgiam contra aquilo. No sentido de palpar indevidamente ou de se colocar em posições que não condiziam com aquilo que estava sendo feito”.
Ele ainda relatou que o médico iniciou suas atividades em Nepomuceno em 19 de março. Foram encontrados registros contra o médico em Campos do Jordão (SP) e Santana da Vargem, também no Sul de Minas. Lá, houve uma queixa de paciente em 2017. Na época, ele foi levado à delegacia, mas por falta de provas, não foi preso. Segundo a polícia, assim que foi preso, às 18h deste domingo, o médico foi levado à delegacia para prestar depoimento. Ele se negou a falar sobre as acusações. O médico foi levado ao presídio de Nepomuceno, onde cumpre a prisão preventiva. Agora, a polícia tem 10 dias para concluir as investigações e fazer um relatório sobre o caso.
Fonte: G1 e DTTV
