Ainda sob os efeitos do surto da febre amarela em Minas, as autoridades de saúde agora se deparam com outro problema, a velha e conhecida dengue, que fez duas vítimas em Minas, uma na cidade de Conceição do Pará, na Região Centro-Oeste de Minas e a outra em Uberaba, no Triângulo Mineiro.
A informação foi divulgada na terça-feira (10/04) pelo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). A Secretaria alerta que esse número tende a subir, já que há ainda nove mortes em investigação. Em 15 dias, aumentou em 25,6% o número de casos prováveis (confirmados mais suspeitos) da enfermidade nos primeiros meses de 2018.
Outra preocupação revelada na publicação de terça é com respeito aos números da febre chikungunya e da zika, também transmitidas pelo Aedes aegypti e que tiveram aumento expressivo das notificações. Em relação à dengue, os casos prováveis passaram de 9.050 mil, número divulgado pela SES há duas semanas, para 11.367 mil divulgados ontem.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, desde 2011 os quatro sorotipos do vírus da dengue foram identificados em Minas Gerais, com predomínio da circulação do sorotipo DENV1. Este ano, pela primeira vez o sorotipo DENV2 predomina entre as amostras em que foi possível a identificação de sorotipo no estado.
Os registros de chikungunya pularam de 1.857 mil casos para 2.724 mil, uma alta de 46,7%. Eles estão concentrados no Vale do Aço. Desse total, 32 pacientes são gestantes, sendo que 10 já têm confirmação laboratorial. A quantidade de grávidas saiu de 22 no boletim divulgado no fim do mês passado para 32 no documento publicado ontem.
Não há mortes registradas nem em investigação para a febre chikungunya, que no ano passado tirou a vida de 13 pessoas em Minas. Já os números da zika foram elevados em 10,8%, saindo de 102 para 113. Desse total, 34 pessoas com sintomas são mulheres grávidas.
Fonte: Jornal de Lavras
