

Dorinha volta pra casa sem realizar o procedimento e vive em condições precárias. Sensibilizada, uma leitora do DCB doou uma cesta à senhora . (Foto: diariocampobelo.com)
Uma mulher de 53 anos vive uma situação de desespero desde que fraturou o fêmur. Segundo a filha, dona Maria das Dores Souza Batista moradora da Vila São Jorge, estava com uma cirurgia ortopédica agendada para ser realizada realizar esta semana, mas na segunda-feira (22/01) o médico prescreveu a alta da paciente e informou à família que não há vaga para realização do procedimento. Dona Dorinha (como é conhecida) voltou pra casa, onde reside em condições precárias. Além da falta de infraestrutura, no imóvel localizado à Rua Padre Vicente Rodrigues da Costa, (nº 205), não tem energia elétrica. Através da doação de uma leitora, o DCB levou à residência da dona Dorinha uma cesta básica, mas ela precisa de mais assistência e principalmente a vaga para a realização do procedimento cirúrgico.

A casa em que a senhora vive é um risco à sua segurança. Segundo Rosiane, a Assistência Social teria prometido que dona Dorinha seria beneficiada no programa habitacional, mas até agora nada.
De acordo com a filha Rosiane Souza Batista, não é apenas a falta de estrutura do imóvel que preocupa a família. Dorinha precisa de fraldas e a medicação prescrita pelo ortopedista para evitar maiores consequências ao quadro clínico da paciente (morfina e tilex) que tem um preço elevado, longe da realidade da família. “Minha mãe ficou internada por dois meses e hoje esta notícia: – teve alta sem realizar a cirurgia. Passamos por necessidades. Não temos dinheiro para comprar a medicação indicada, em torno de R$ 500. Como vamos fazer? Ela não é aposentada e na casa não tinha sequer alimentos para fazermos uma refeição pra ela. Eu ajudo no que posso, mas tenho uma filha para cuidar e fica difícil a situação”, explicou Roseane.

Atualmente, segundo a filha, a higiene pessoal é feita na cama, pois no banheiro não tem condições estruturais.
A casa em a senhora reside está em condições precárias como registradas pelo DCB. “É subumano viver aqui, sem energia elétrica. A assistência social disse que minha mãe seria beneficiada com uma casa popular, mas até agora nada. Ela está vivendo em um lugar arriscado. Como ficar nesta situação?”, questionou a filha.
A equipe do DCB tentou contato com a Secretaria de Saúde e Assistência, mas não conseguimos falar com os responsáveis ainda. Mais tarde conseguimos contato com a assessoria de imprensa. Segundo a Assessora de Imprensa, Daniela Rodarte, o Secretário informou que a demanda especificada acima é responsabilidade da Santa Casa. Mesmo assim, ele (Secretário) verificará as possibilidades de intervir nesta situação.
Caso semelhante
Em maio de 217 o aposentado Matuzalém de Oliveira, de 54 anos vive um dilema parecido. Ele lutava para conseguir uma cirurgia para a retirada de uma hérnia (cirurgia eletiva) . O estado de saúde é crítico e a cada dia se agrava. Após a divulgação feita pelo DCB, a Secretaria de Saúde custeou o procedimento do aposentado.
