
Foram registradas outras reclamações dos moradores com relação ao Posto do Cidade Jardim, ao qual Edilson pertence. Uma criança já ficou sem atendimento e teve que ir à UPA.
O sofrimento de uma família de um rapaz de 28 anos, com deficiência auditiva e além de uso de medicação controlada, que estava desaparecido desde a madrugada de sábado (22/07) acabou na manhã do domingo (23/07) quando um grupo de pessoas o encontrou. A história dele é de desafios e dificuldades, inclusive falta de estrutura. A mãe de Edilson, que tem 69 anos, diz que a agente da UBS a qual pertence não faz visitas frequentes. Dona Maria revela que a injeção indicada ao tratamento (são 4 ao mês) está atrasada. A Assessoria de Imprensa da Prefeitura informou que, de acordo com o relatório, as consultas médicas realizadas pelo rapaz constam no prontuário do posto do Cidade Jardim.
Segundo a idosa, na semana em que Edilson desapareceu a agente teria passado na rua paralela à casa do rapaz. Dona Maria então pediu-lhe para que olhasse sobre a medicação do filho e a dela própria. “Além de não me dar retorno, foi grossa comigo”, citou a mãe do rapaz.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, Edilson tem sido acompanhado na UBS do bairro. No prontuário há relatório de avaliações médicas (praticamente uma por mês), odontológica. Daniela Rodarte ainda afirmou que a Assistência Social também acompanha o caso.
Encontro
Um grupo de pessoas encontrou Edilson de Souza na Praça do Alto das Mercês, após conversas com um amigo que esteve com ele na noite do desaparecimento. Eles procuraram ao amigo que mora no Novo Bandeirantes e este indicou os últimos passos do Edilson. Segundo as informações obtidas contraram o rapaz que tem 28 anos próximo ao Supermercado CB do Alto. “O importante é que hoje os pais dele podem dormir tranquilos. Além do sobrenatural de Deus, o que ficou evidente nesse caso foi a importância da língua brasileira de sinais (libras) só por meio dela foi possível fazer as perguntas certas, obrigada Kelly pela disponibilidade de ir comigo. Deus é bom em todo tempo. O sobrenatural é Ele quem faz, precisamos melhorar a acessibilidade nos atendimentos públicos e programas voltados para a saúde mental! ”, alertou Elaine Baía.
Esperas nas UBS
A reclamação sobre atendimento e procedimento nas Unidades Básicas de Saúde são grandes. Há reclamações dos postos dos bairros: Davis, Jardim América e Vale do Sol, São Sebastião (unidade localizada na Américo Leão), Vila São Jorge (certa vez o médico se recusou a atender uma criança com febre e a mãe a levou à UPA). Uma leitora escreveu ao DIÁRIO CAMPO BELO e relatou suas dificuldades para conseguir atendimento na UBS do Vale do Sol. Segundo ela, há um encaminhamento desde o dia 02 de março. “Não aguento mais esperar. O Dr. Jairo (psiquiatra) do CAPS assinou minha alta do centro para que eu pudesse dar sequência ao tratamento com psicólogo (a) do postinho. O Centro de Atenção Psicossocial eu sou avaliada desde 2011. Mas até hoje eles não marcaram minha consulta com a psicóloga. Sequer medicamentos – os quais faço uso continuo de ante psicóticos, eu consigo. Vou recorrer a algum órgão responsável porque isso é negligência de todos dá área dá saúde, principalmente da agente de saúde”, frisou a moradora do vale do Sol.
Após o desabafo em grupos de WhatSap, a moradora disse à produção do site, que a responsável pelo posto de saúde entrou em contato agendando uma avaliação.
UBS Cidade Montesa
Para a moradora que pertence à UBS do bairro Cidade Montesa, também há negligência. Ela conta que sente algumas dores na região da mama e apareceu uma ferida junto a um caroço. Foi à UBS por duas vezes é o médico estava de férias ou atestado, ela não se recorda ao certo. Na segunda feira passada retornei ao posto já que o médico havia voltado, e pediu para ser avaliada na vaga do horário de emergência. “Me atenderam com maior pouco causo, fizeram a triagem em mim, e, sequer, mediram a pressão arterial, e me mandaram esperar. Esperei das 7:30 até as 10:00 pra ouvir da atendente que o médico não poderia me atender naquele dia, sendo que o PSF estava praticamente vazio. Saí de lá me sentindo lesada e sem meus direitos, pois pago meus impostos e estou sentindo muita dor. Já é a terceira vez que vou lá pelo mesmo motivo e nada do médico me atender. O que eles estão esperando? A morte ou a ferida se agravar pra depois o médico me atender ?!”, expôs a moradora.
