Uma idosa de 80 anos alega que a UBS a qual pertence (Feira-Cidade Montesa) não teria dado a assistência necessária ao seu marido, que era diabético, hipertenso e tratava-se de três isquemias. De acordo com dona Tereza dos Santos Souza, durante o tempo em que o marido ficou acamado (6 meses) as profissionais não teriam feito visitas ao paciente como deveriam pelo quadro que o mesmo apresentava. Inclusive, era necessário fazer um curativo no pé do idoso, mas apareceram uma única vez, conforme relatou dona Tereza. Devido há várias complicações em relação ao quadro clínico, Jarbas José de Souza faleceu no fim de semana (19/06). A viúva sabe que as visitas não iriam reverter o quadro de seu companheiro, mas, pelo menos teria tido um atendimento digno na visão dela. “Ele foi um guerreiro. Sabíamos da gravidade do quadro, porém, se elas tivessem vindo aqui com frequência, eu estaria conformada”, desabafou a idosa.
Para ela, a situação de alguns postos de saúde da cidade precisa ser revista. “Estou expondo esta questão para ajudar outras pessoas. A vinda delas não traria a cura ao meu marido, eu sei. Mas é nosso direito e em 6 meses não fizeram visitas. Eu queria apenas uma ajuda para auxiliar-me. Um cuidador (que aliás era voluntário) foi ao posto. Elas vieram, mas apenas uma vez. A ferida foi crescendo e não retornaram mais. Ele só não perdeu o pé, pois morreu antes”, revoltou-se a idosa, moradora da rua Marciano Antônio Souza.
De acordo com a UBS citada na matéria, a agente responsável pela área está de licença médica o que torna difícil uma resposta precisa sobre o fato relatado pela moradora.
Ainda segundo a enfermeira (que assumiu há 9 dias, portanto desconhecia o caso), no prontuário do senhor Jarbas está registrado que dia 1º de junho de 2017 foi feito um pedido de renovação de insulina e solicitado fita. Na semana em que a agente novata iniciou as suas atividades (a antiga está de licença) ela fez um curativo no idos. Depois retornaram à residência, mas naquele dia o aposentado estava sendo levado para a UPA. Foi transferido para a Santa Casa, onde permaneceu até o falecimento.
A filha do casal, Rosélia, mesmo com limitações, cuidava dos pais. O DIÁRIO CAMPO BELO reportou a dedicação de Rosélia com a família.
Revejam a matéria
Sul de Minas: Ao contrário de muitas pessoas sem limitações – que sempre reclamam da vida, uma moradora campobelense (com deficiência motora) cuida dos pais e faz as atividades domésticas mesmo com dificuldades físicas. Ela não deixou que os pais fossem para uma casa de repouso e cuida sozinha da limpeza da residência.
Rosélia de Sousa de 49 anos desafia prognósticos desde o nascimento. Ela possui deficiência motora, mas isso não foi obstáculo para que levasse uma vida normal e superasse todas as dificuldades impostas pela sua condição física. Ela é sinônimo de superação e cuida dos pais e da casa em que moram na cidade de Campo Belo (MG). O pai é cardiopata, hipertenso e a mãe é diabética.
Desafios que Rosélia encara diariamente, sem medo! Um ambiente referência. Todas as vezes que se chega à residência encontra-se um lugar organizado, cheiroso e brilhando! Sabe quem executa a limpeza? A própria e sempre com um sorriso radiante. Ela lava, passa e cuida da casa toda.
Rosélia cresceu, venceu o bullying e hoje é exemplo e o ‘xodó’ dos vizinhos. Além de driblar as adversidades, ela é muito prestativa. Quando alguém precisa de uma ‘ajudinha’, adivinha quem está ali ao lado para oferecer apoio? Isso mesmo, depois de cumprir suas atividades domésticas, essa guerreira sempre está pronta para ajudar quem precisa.
Sua história de vida pode servir de tema de palestras motivacionais. Apesar das limitações físicas, Rosélia não se refere a si mesmo como “deficiente”. — Para ser sincera, eu nem percebo quem eu sou. Eu nunca percebi se eu sou uma pessoa portadora de necessidades especiais (no caso coordenação motora), deficiente, sei lá. Muita gente me pergunta qual o segredo para isso. Bom, para mim, o segredo é o próprio meio. Se o meio lhe olhar assim (como deficiente), é assim que você se vê. Eu tenho muita popularidade aqui no meu bairro, me comunico bem, nunca fico sozinha. Talvez o segredo seja esse, a compreensão de cada um —, explica Rosélia, moradora da Rua Itaúna em Campo Belo.
