
O taxista Jaime Soares passou por momentos angustiantes. No sábado (13/05) ele foi a trabalho em Cristais (MG) e passou mal naquela cidade, de acordo com um sobrinho. Segundo o primeiro diagnóstico, Jaime precisaria de um atendimento com especialista na área vascular. Diante da situação foi internado no hospital cristalense, mas a equipe não teria pedido vaga para o mesmo em Campo Belo e sim, o cadastrado no SUS fácil. Ele estava direcionado para vários centros, o que dificultava a ação da equipe da UPA campobelense. Mesmo sendo fim de semana e o paciente fora do domicílio, a nova coordenação da Unidade não mediu esforços e começaram uma busca que terminou na segunda-feira (15/05) à noite. Ele foi trazido para Campo Belo e no dia seguinte encaminhado à Barbacena. A vaga do leito foi disponibilizada por volta das 22h00.
Diante das dificuldades em encontrar uma vaga com base no primeiro diagnóstico (em Barbacena havia cirurgião, mas o leito estava indisponível) a Secretaria de Saúde de Campo Belo iria custear o tratamento na Santa Casa da cidade (a Secretaria visou a saúde do paciente). No fim do ano (era a administração antiga) um aposentado morreu na UPA pela demora no tratamento adequado e era procedimento vascular. Porém, quando Jaime já estava em observação na Unidade de Campo Belo (realizaria-se os exames pré-operatórios no dia seguinte) a equipe de Barbacena avisou sobre o surgimento do leito. Ele então foi transferido e no hospital em que está internado os médicos acreditam em outro diagnóstico.
O DIÁRIO CAMPO BELO entrou em contato com familiares do taxista. Segundo relatos, a equipe de Barbacena refez os exames (um deles foi feito em um consultório particular de Campo Belo). Eles acreditam que o problema possa ser renal e não somente vascular, como a primeira indicação médica. É importante ressaltar que ele não foi avaliado por médicos da UPA de Campo Belo. Jaime permanece internado no hospital em Barbacena onde passa por uma bateria de exames.
Para a família do Jaime, o trabalho da equipe da UPA na transferência do paciente tem que ser ressaltado. “Eu vi um exército de branco lutando pela vida. Esta humanização que precisamos. Quero agradecer a Deus por ter permitido que meu tio suportasse essa espera. Agradeço a equipe da coordenação da UPA pelo empenho e tratamento. Esta humanização que precisamos”, declarou o sobrinho de Jaime.
A família também reconhece o tratamento humanitário que o hospital de Cristais ofereceu ao paciente. “Meu tio foi muito bem recebido. Fizeram o que estavam no alcance deles. Mas, infelizmente, são limitados. A vida dele devemos a Deus e a essa equipe de branco que cuidou tão bem do meu tio”, finalizou.
Esclarecimento
Em momento algum o DIÁRIO CAMPO BELO deixou de referenciar o trabalho realizado pela equipe cristalense. No texto cita onde ocorreu o primeiro atendimento. Não acusamos de negligência, pois seria leviano de nossa parte, além de fugir de nossa competência tal julgamento.
O fato é que Campo Belo conseguiu primeiro, inclusive, o município até iria custear o tratamento, caso a vaga em Barbacena não saísse.
Também nos foi comunicado que o assessor de governo Saulo Lasmar pediu uma vaga ao chefe do CTI para o paciente em questão; Entretanto, lhe foi respondido que havia leito, mas não teria o especialista indicado, preliminarmente, no caso do senhor . Ao chefe do CTI foi dito obstrução total da perna.
Vale ressaltar que um sobrinho do paciente procurou a Produção do DIÁRIO para que ajudássemos neste caso e estamos em contato direto para sempre atualizar esta pauta. Afinal, Jaime é muito querido em Campo Belo.
